Terça-feira, 06 de outubro de 2026

Terça-feira, 06 de outubro de 2026

PSOL, PDT e Missão: com regra mais rígida, 12 siglas ficam abaixo da cláusula de barreira; entenda

Com o endurecimento da denominada cláusula de barreira nas eleições deste ano, 12 siglas ficaram de fora e terão acesso restrito aos recursos do fundo partidário e propaganda gratuita no rádio e na televisão. Estão neste grupo a federação PSOL/Rede, o PDT, o Missão, de Renan Santos, e o Avante, de Augusto Cury.

O levantamento é baseado nos dados dos resultados das eleições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo. Em 2026, para atingir a cláusula de desempenho, as legendas têm como meta eleger 13 deputados federais em pelo menos nove estados. Outra opção é alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara em todo o país, sendo no mínimo 1,5% em nove locais diferentes.

Se isso não acontecer, o partido fica impedido de receber fundo partidário nos próximos quatro anos e não participa da distribuição do tempo de propaganda gratuita em rádio e TV, que costuma ser uma moeda de troca política para cargos de maior estatura.

PSOL e Rede, que integram uma federação, somaram 4,89% dos votos válidos para a Câmara. As siglas ficaram abaixo da cláusula porque alcançaram o percentual mínimo exigido em apenas oito estados, e não em nove. A federação chegou perto de superar a cláusula no Espírito Santos, mas teve 185 votos a menos do que o necessário.

A situação da federação pode ser alterada caso, nos próximos meses, votos na disputa eleitoral sejam anulados, levando a uma nova totalização do resultado.

O PDT também ficou abaixo da cláusula, com 1,64% dos votos e quatro deputados eleitos. O mesmo ocorreu com o Avante, de Augusto Cury, que somou 1,59% dos votos e elegeu um deputado, e com o Missão, de Renan Santos, que teve 1,08% e elegeu apenas um representante para a Câmara, Kim Kataguiri, por São Paulo.

Em 2022, foram seis as legendas que não atingiram a cláusula de barreira: Novo, PTB, Solidariedade, PSC, Patriota e Pros. Desta vez, o Novo conseguiu atingir a cláusula.

Na época, as exigências eram mais brandas. Os partidos precisavam obter 2% dos votos válidos para a Câmara, com ao menos 1% em nove estados, ou eleger 11 deputados federais distribuídos por pelo menos nove estados.

A cláusula ficará ainda mais rígida a partir de 2030. Para ter acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita, as legendas terão de eleger ao menos 15 deputados federais distribuídos por pelo menos um terço das unidades da Federação ou obter 3% dos votos válidos para a Câmara, com um mínimo de 2% em pelo menos nove estados. (Com informações do portal O Globo)

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