Segunda-feira, 05 de outubro de 2026

Segunda-feira, 05 de outubro de 2026

No Distrito Federal, Celina Leão e Leandro Grass disputarão o 2º turno

Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputarão o segundo turno das eleições para o Governo do Distrito Federal. Com 100% das urnas apuradas, Celina recebeu 49,93% dos votos válidos, contra 34,49% de Leandro Grass (PT).

Celina passou a comandar a capital federal em março de 2026, depois de Ibaneis deixar o governo com a intenção de disputar uma vaga ao Senado – em julho, ele anunciou a desistência da candidatura em meio ao desgaste envolvendo a tentativa frustrada de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). Antes, ela foi deputada distrital e federal.

A governadora aposta no apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente, e dos principais nomes da direita no DF: Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos).

Ex-deputado distrital e presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Grass deixou o PV e se filiou ao PT no último ano. Ele tem o apoio de Lula (PT), candidato a presidente.

A campanha de Grass ganhou fôlego com a saída de José Roberto Arruda (PSD) da disputa, ex-governador da capital federal de 2007 a 2010 que chegou a aparecer empatado tecnicamente com Celina em simulação de primeiro turno da pesquisa Datafolha de 21 de agosto.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou o registro de candidatura de Arruda em 24 de setembro por causa de condenações por improbidade no caso da Operação Caixa de Pandora.

Também disputaram a eleição Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Ricardo Capelli (PSB), Professora Samara Mineiro (UP), Professor Robson, Elisson (Agir), Expedito Mendonça (PCO) e Rico Pinheiro (PRTB).

Belmonte foi a terceira colocada na disputa, com 8,5% dos votos. Kiko Caputo teve 4,4%, e Cappeli, 2,2%. Os demais concorrentes tiveram menos de 1% dos votos.

Caso Master-BRB

O próximo governador do DF herdará a crise do BRB, tema explorado na disputa eleitoral.

Criticada por adversários pelo rombo no banco, Celina tenta se distanciar do caso e busca empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para recompor o caixa da instituição.

Celina era vice de Ibaneis quando o BRB tentou comprar o Master, de Daniel Vorcaro. Durante a campanha, ela repetiu que não se envolveu na operação. Também disse que não tinha contato com o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, atualmente preso.

Vorcaro, porém, afirmou em abril de 2025 que Celina “não ficou de fora” das discussões e que o discurso dela era “jogo pra se preservar na política”, de acordo com diálogos extraídos do celular do ex-banqueiro e revelados pela Folha.

Celina disse que a reportagem mostrando os diálogos estava “fora de contexto” e “cria uma narrativa que não é verdadeira”. A governadora afirmou que nunca teve qualquer tipo de contato com Vorcaro e que sempre foi contra a operação BRB-Master.

O Banco Central rejeitou a compra em setembro de 2025. O Master foi liquidado pelo BC em novembro do mesmo ano, após a prisão de Vorcaro em operação da Polícia Federal quando ele embarcava de jatinho para o exterior.

O tamanho do prejuízo do BRB, porém, ainda não foi tornado público. Desde que o escândalo Master veio à tona, nenhum relatório operacional foi apresentado, como as demonstrações dos resultados de 2025 e do primeiro semestre deste ano. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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