Segunda-feira, 05 de outubro de 2026

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Dr. Furlan é eleito governador do Amapá no 1º turno

O ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá no primeiro turno das eleições gerais nesse domingo (4). De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, com 88,51% das urnas apuradas, Dr. Furlan obteve 62,01% dos votos válidos.

Além de Clécio Luís (União Brasil), o governador eleito também concorreu contra Delegado Marcos (DC), Carlos Cley (PSTU) e Jairo Palheta (PCO).

Quem é Dr. Furlan?

Antônio Paulo de Furlan, 53 anos, foi prefeito de Macapá de 2021 a março de 2026. Ele nasceu em San José, na Costa Rica, enquanto seu pai fazia um mestrado, e retornou aos dez meses de idade para o Brasil. Morou em Belém até se mudar para o Amapá, onde montou uma empresa de cirurgia cardiovascular. Exerceu três mandatos de deputado estadual antes de concorrer à prefeitura em 2020.

Na campanha municipal, adotou o apelido de “prefeitão”, por causa do 1,92 metro de altura, e venceu a eleição no segundo turno contra Josiel Alcolumbre (União Brasil). O irmão do presidente do Senado era o favorito até que um apagão deixou o Amapá sem luz por dias. Na ocasião, Davi afirmou a uma rádio que o maior prejudicado pela falta de energia era seu irmão, que já teria vencido não fosse o adiamento da votação.

A declaração ajudou a eleger Furlan, que assumiu a prefeitura com R$ 87 milhões em emendas parlamentares já aprovadas pelo governo federal e R$ 381 milhões oriundos da privatização do saneamento básico do estado –dinheiro que Alcolumbre projetava para turbinar a gestão do irmão.

Os recursos foram usados para uma série de obras que mudaram a cara da capital e shows gratuitos de artistas nacionais. A popularidade o fez quase derrotar Alcolumbre em 2022 com a candidatura de sua esposa ao Senado. Furlan foi reeleito com 85% dos votos em 2024.

Em março, ele e seu vice, Mario Neto (Podemos), foram afastados da prefeitura por decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), como parte de uma operação da PF (Polícia Federal) que apura suspeitas de um esquema de fraude a licitação na Secretaria Municipal de Saúde. O prefeito rebateu dizendo que era alvo de perseguição política e que seus adversários tentavam impedir a vontade do povo.

Durante a campanha, Clécio o acusou de relações com o crime organizado, por empregar na prefeitura pessoas ligadas a facções criminosas. Furlan respondeu, em debate nesta terça (29) realizado pela Rede Amazônica, que a prefeitura não possui serviço de inteligência para investigar pessoas e que o governador usava esse assunto para tentar esconder os índices de insegurança no estado. (Com informações dos portais CNN e Folha de S. Paulo)

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