Quinta-feira, 24 de setembro de 2026

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IBGE diz que trabalhadores com CNPJ já são quase um terço dos que atuam por conta própria no País

A proporção de trabalhadores por conta própria com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu 27,1% em 2025, o maior percentual da série histórica iniciada em 2012, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23). O resultado significa que pouco mais de um quarto dos trabalhadores que atuam por conta própria possuíam CNPJ no ano passado.

O percentual avançou 1,4 ponto percentual em relação a 2024. Em 2012, primeiro ano da série, a proporção era de 15%. O crescimento indica uma ampliação da formalização entre trabalhadores que não possuem empregador.

Apesar do avanço, a maioria dos trabalhadores por conta própria ainda não possui CNPJ. Em 2025, 72,9% desse grupo trabalhava sem registro empresarial.

O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) — Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada pelo IBGE. A pesquisa acompanha, entre outros indicadores, a existência de registro empresarial entre empregadores e trabalhadores por conta própria.

Quando são considerados conjuntamente trabalhadores por conta própria e empregadores, a proporção daqueles que possuem CNPJ chegou a 35% em 2025. O percentual também é o maior da série histórica.

Esse grupo reunia 30,6 milhões de pessoas no ano passado. Em 2012, 24% dos empregadores e trabalhadores por conta própria tinham CNPJ. Em 2024, a proporção havia chegado a 33,6%.

A evolução, portanto, foi mais acentuada entre os trabalhadores por conta própria. Nesse grupo, a proporção com CNPJ passou de 15% em 2012 para 27,1% em 2025. Entre os empregadores, a cobertura já era mais elevada e passou de 75,6% para 81,1% no mesmo intervalo.

O levantamento também identificou diferenças entre homens e mulheres. Considerando empregadores e trabalhadores por conta própria, a proporção de mulheres com CNPJ chegou a 36,7% em 2025, enquanto entre os homens foi de 34,2%.

Entre os trabalhadores por conta própria, 29,3% das mulheres tinham CNPJ no ano passado. Entre os homens, o percentual foi de 25,9%.

A diferença também aparece entre empregadores. Em 2025, 85,8% das mulheres que estavam nessa condição possuíam CNPJ, contra 79% dos homens.

O nível de escolaridade também influencia a formalização. Pela primeira vez desde o início da série, mais da metade dos trabalhadores por conta própria com ensino superior tinha CNPJ. O percentual chegou a 50,8% em 2025.

As diferenças regionais são significativas. O Sul apresentou a maior proporção de empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ, com 46,7% em 2025. Na sequência apareceram Centro-Oeste, com 41,6%, e Sudeste, também com 41,6%.

No Norte, o percentual foi de 15,6%, enquanto o Nordeste registrou 20,1%.

Quando analisados apenas os trabalhadores por conta própria, o Sul também apresentou o maior nível de formalização, com 37,4% deles registrados no CNPJ. No Sudeste, a proporção foi de 33,8%, e no Centro-Oeste, de 31,7%.

No Nordeste, apenas 13,7% dos trabalhadores por conta própria tinham CNPJ. No Norte, o percentual foi ainda menor, de 9,7%.

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