Domingo, 02 de agosto de 2026

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Sequência de temporais provocaram acumulados de chuva de mais de 250 mm e ventos de até 89 km/h no RS

Uma sequência de instabilidades que atingiu o Rio Grande do Sul entre domingo (26) e essa sexta-feira (31) deixou um rastro de transtornos em diversas regiões do Estado. Chuvas intensas, ventos fortes, queda de granizo, alagamentos, inundações e outros danos foram registrados ao longo do período.

Os maiores volumes de chuva se concentraram na Serra e no Vale do Taquari, enquanto as rajadas de vento mais intensas ocorreram na Fronteira Oeste e na Serra. Diante do cenário, a Defesa Civil estadual e as coordenadorias regionais intensificaram o monitoramento das condições meteorológicas e o atendimento às ocorrências comunicadas pelos municípios.

Entre domingo e quarta-feira (29), Ilópolis registrou o maior acumulado de chuva, com 271 milímetros, seguida por Arvorezinha (254,4 mm), Anta Gorda (235,2 mm) e Guaporé (232 mm). Somente na quarta, Ilópolis recebeu 153,2 mm de precipitação, enquanto Anta Gorda acumulou 147,2 mm e Arvorezinha, 143,2 mm. No mesmo dia, Itaqui contabilizou 151,6 mm em apenas 12 horas. Bossoroca registrou 99,2 mm e Ijuí, 93,8 mm.

Ventos

As rajadas também tiveram intensidade significativa durante o período. Até quarta-feira, o maior registro foi em Itaqui, com 89,3 km/h. Na sequência apareceram Caxias do Sul (85,7 km/h), Cachoeirinha (81 km/h), Quaraí (80,5 km/h) e Santo Antônio das Missões (80,5 km/h). Considerando apenas o dia de ventos mais fortes, Itaqui novamente liderou os registros, seguida por Quaraí (80,5 km/h), Santo Ângelo (74,5 km/h), Vacaria (72,4 km/h) e Santa Maria do Herval (72,4 km/h).

Danos

Desde o início da instabilidade, 142 municípios informaram ocorrências à Defesa Civil estadual. Entre os principais problemas registrados estiveram destelhamentos, queda de árvores e postes, interrupções no fornecimento de energia elétrica, bloqueios em rodovias e estradas vicinais, danos em pontes e bueiros, além de alagamentos, inundações, deslizamentos de terra, granizo e elevação dos níveis dos rios, o que levou à remoção preventiva de moradores em diferentes localidades.

Os prejuízos mais expressivos foram registrados em Santo Antônio das Missões, onde cerca de 400 residências foram danificadas pelo granizo; em Osório, com aproximadamente 350 imóveis atingidos; e em Não-Me-Toque, que contabilizou cerca de 200 moradias afetadas. Em Ubiretama, uma estimativa preliminar indicou que aproximadamente 80% das residências sofreram algum tipo de avaria. Já em Giruá, um tornado destruiu duas casas e deixou pessoas feridas. Também houve impactos relacionados à elevação dos rios em municípios como Eldorado do Sul, Cruzeiro do Sul, Estrela, São Sebastião do Caí e Pareci Novo, com registros de inundações, interrupção de acessos e retirada preventiva de moradores.

Ao todo, foram contabilizadas 664 pessoas desalojadas e sete feridos em 32 municípios. Além dos danos às moradias, houve prejuízos em prédios públicos, escolas, unidades de saúde, estabelecimentos comerciais e propriedades rurais. A infraestrutura viária e a rede elétrica também sofreram impactos, enquanto comunidades ficaram temporariamente isoladas por causa da interrupção de acessos. Ao longo de toda a semana, equipes da Defesa Civil permaneceram mobilizadas para prestar apoio aos municípios, acompanhar a evolução dos níveis dos rios e monitorar áreas com maior risco de novos transtornos.

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