Sexta-feira, 17 de julho de 2026

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Redução da taxa de juros é importante em um cenário ainda desafiador para o setor produtivo, avalia a Fiergs

O presidente da Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), Claudio Bier, saudou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de reduzir a taxa básica de juros de 15% para 14,75% ao ano, na quarta-feira (18).

“Representa um movimento importante em um contexto ainda desafiador para o setor produtivo. A indústria gaúcha inicia o ano enfrentando dificuldades relevantes, com níveis de confiança deprimidos, custos elevados, dificuldade de crédito e novas incertezas decorrentes da alta recente dos preços do petróleo por conta do conflito no Oriente Médio e do risco de paralisações logísticas”, afirmou.

Nesse cenário, segundo Bier, a redução dos juros traz algum alívio às condições financeiras das empresas e sinaliza perspectiva de melhora gradual do ambiente econômico.

No entanto, de acordo com ele, é fundamental reconhecer que a sustentabilidade desse processo depende essencialmente do avanço na agenda doméstica. “Sem sinais claros de responsabilidade fiscal e de estabilidade institucional, o espaço para uma trajetória consistente de queda dos juros permanece limitado. Reequilibrar essa equação é condição necessária para fortalecer o investimento, recuperar a competitividade da indústria e sustentar o crescimento do País”, concluiu.

Fecomércio-RS

O presidente da Fecomércio-RS (Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul), Luiz Carlos Bohn, afirmou que a decisão do Copom já era esperada pelo mercado.

“A decisão do Comitê já era esperada pelo mercado. Em coerência com o que havia sido sinalizado no comunicado da reunião anterior, o Comitê optou por iniciar o processo de afrouxamento monetário. Entretanto, diante do aumento da incerteza derivada do cenário internacional, a redução foi menor do que a anteriormente esperada (0,5 ponto percentual). O atual conflito entre EUA, Israel e Irã aumentou significativamente o preço do barril de petróleo no mercado internacional, que, dependendo da intensidade, do espalhamento e da duração, pode pressionar a inflação para além do curtíssimo prazo. No entanto, como temos ressaltado, independentemente de condicionantes externos, o governo brasileiro precisa atuar de maneira efetiva para propiciar juros estruturalmente mais baixos. E isso se dá essencialmente por meio da condução de uma política fiscal mais austera e responsável”, avaliou.

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