Quinta-feira, 14 de maio de 2026

Quinta-feira, 14 de maio de 2026

Putin diz que a guerra na Ucrânia é “justa”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, usou o discurso anual do Dia da Vitória, comemorado em formato reduzido no país neste sábado (9), para justificar a guerra com a Ucrânia e atacar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“O grande feito da geração vitoriosa inspira os soldados que hoje executam as tarefas da operação militar especial. […] Eles estão enfrentando uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da Otan. E, apesar disso, nossos heróis avançam”, disse Putin, em um discurso que durou oito minutos.

“Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa, e será para sempre”, acrescentou o dirigente. A afirmação acontece em meio a um cessar-fogo anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, na última sexta-feira (8). Em meio a temores de novos ataques por parte da Ucrânia, no entanto, o evento aconteceu em formato reduzido neste ano, com duração de apenas 45 minutos.

O desfile marca o feriado nacional mais reverenciado na Rússia — momento para celebrar a vitória da União Soviética contra a Alemanha nazista e homenagear os 27 milhões de cidadãos soviéticos, incluindo muitos da Ucrânia, que morreram.

O evento — que outrora já foi usado para exibir o vasto poderio militar da Rússia, incluindo seus mísseis balísticos intercontinentais com capacidade nuclear — não contou com a exibição de armamentos e outros equipamentos militares desfilando pelas ruas de paralelepípedos da Praça Vermelha.

Em vez disso, armas como o míssil balístico intercontinental Yars, o novo submarino nuclear Arkhangelsk, a arma a laser Peresvet, o caça Sukhoi Su-57, o sistema de mísseis terra-ar S-500 e uma série de drones e peças de artilharia foram exibidas em telões gigantes na Praça Vermelha e na televisão estatal.

Soldados e marinheiros do país marcharam e ovacionaram o Putin — que assistia ao evento sentado ao lado de veteranos russos à sombra do Mausoléu de Vladimir Lenin. Tropas norte-coreanas, que lutaram contra ucranianos na região russa de Kursk, também participaram da marcha.

Após a Rússia e a Ucrânia acusarem-se mutuamente de violar os cessar-fogos unilaterais que haviam declarado nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de três dias, de sábado a segunda-feira, que foi apoiado pelo Kremlin e por Kiev. Os dois lados também concordaram em trocar 1.000 prisioneiros.

“Eu gostaria que isso parasse. Rússia-Ucrânia — é a pior coisa desde a Segunda Guerra Mundial em termos de qualidade de vida. Vinte e cinco mil jovens soldados todos os meses. É uma loucura”, disse Trump a repórteres na sexta-feira. Ele acrescentou que “gostaria de ver uma grande prorrogação” da trégua entre os dois países. (Com informações do portal g1)

 

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Confira os locais com fiscalização por radar móvel em Porto Alegre
Irã confirma presença na Copa do Mundo
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programa Músicas Do Sul