Sábado, 11 de julho de 2026

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Presos são transferidos em plano destinado a abrir espaço para Bolsonaro na Penitenciária da Papuda

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, como se sabe, ainda não decidiu onde Jair Bolsonaro cumprirá sua pena de 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista. A defesa do ex-presidente deve apresentar um novo recurso ao Supremo nos próximos dias.

Enquanto Moraes avalia o caso, os preparativos estão avançados no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF).

Ciente das implicações que envolvem a saúde do ex-presidente, os dirigentes da Papuda ofereceram ao STF um escritório da  penitenciária. A Corte solicitou então que uma cela fosse preparada, nada de escritório.

O presídio decidiu esvaziar um cubículo especial que abrigava duas advogadas e quatro bombeiros. Elas foram a um presídio feminino. Já os bombeiros estão em outra ala da Papuda.

Excesso

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, disse ao ministro Moraes ver uma eventual prisão de Bolsonaro na Papuda como excessiva.

O posicionamento do general foi feito ao relator da ação penal da trama golpista na última segunda-feira (18) em uma reunião. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, participou da conversa na casa do comandante da Força.

Na ocasião, o comandante do Exército citou que as unidades militares estão disponíveis para receber Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022.

Entre as opções, segundo informações apuradas pela CNN Brasil, estão o Estado-Maior do CMP (Comando Militar do Planalto), a PE (Polícia do Exército) e o BGP (Batalhão da Guarda Presidencial).

Moraes não fez comentários sobre a sugestão do general do Exército. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN Brasil.

A percepção de oficiais-generais, sob reserva, é que o ministro do STF pode querer evitar enviar Bolsonaro para uma unidade do Exército justamente pelo ex-presidente ter sido condenado por tentar convencer as Forças Armadas a embarcar em um golpe militar.

Na mesma reunião, o ministro da Defesa e o comandante do Exército reiteraram a disponibilidade das instalações militares e pediram tratamento digno aos generais e ex-ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa).

Heleno, de 78 anos, foi condenado a 21 anos de prisão, e Paulo Sérgio, de 67, recebeu pena de 19 anos. Como ambos vivem em Brasília, devem ficar acomodados em unidades militares do Distrito Federal.

As salas de Estado-Maior do Exército são pequenos quartos com uma cama de solteiro, frigobar e escrivaninha. Há possibilidade de acesso à TV aberta, caso autorizado pela Justiça.

Outro condenado pela trama golpista no núcleo central, o general Walter Braga Netto, deverá permanecer na mesma sala do Comando da 1ª Divisão de Exército do Rio de Janeiro, onde está em prisão preventiva desde dezembro de 2024. O ex-ministro da Casa Civil foi condenado a 26 anos de reclusão. (Com informações da revista Veja e da CNN Brasil)

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