Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Por Redação Rádio Liberdade | 12 de maio de 2026
A Secretaria Municipal da Inclusão e Desenvolvimento Humano (SMIDH) lançou nessa terça-feira (12) um projeto projeto inédito em Porto Alegre: o “Tri Conta Comigo”, que prevê garantia de transporte público gratuito a mulheres atendidas pela rede de acolhimento e proteção a vítimas de violência doméstica. O funcionamento da iniciativa não foi detalhado no site prefeitura.poa.br.
Na origem do plano está a identificação da dificuldade de acesso a serviços de apoio por mulheres sem condições sequer para bancar os deslocamentos de ônibus. Esse, aliás, é um dos principais problemas enfrentados por mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica quando se tornam alvo de agressão conjugal, por exemplo.
O trabalho foi idealizado pela Coordenação dos Direitos da Mulher e abrange articulação coletiva, bem como apoio técnico, de secretarias municipais e instituições como Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública do Estado, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher na Capital, Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) e Centro de Referência de Atendimento em Direitos Humanos (CRDH).
Com a palavra…
“Quando a gente fala em proteção à mulher, também precisa falar sobre acesso. Muitas vezes, a rede existe, os serviços existem, mas ela não consegue chegar até esse atendimento. O ‘TRI Conta Comigo’ nasce para enfrentar essa barreira prática e fortalecer uma rede mais acessível, integrada e efetiva em Porto Alegre”, comenta a prefeita em exercício, Betina Worm, presente no evento de lançamento.
Para o secretário de Inclusão e Desenvolvimento Humano, Juliano Passini, a Rede Conta Comigo é um marco na Capital: “É algo robusto e promove acolhimento. Além das secretarias envolvidas, com programas e ações transversais dentro do Governo, vários parceiros externos fazem parte desta conjuntura. O projeto foi feito para aquelas mulheres que não têm acesso efetivo aos serviços poderem acessar toda à rede de apoio e proteção. Estamos possibilitando acesso e dignidade para as mulheres vítimas que mais precisam de ajuda”.
Já a coordenadora dos Direitos da Mulher, Fernanda Mendes Ribeiro, destaca que o projeto faz parte de uma trilha de entregas: “Iniciamos cuidando do acolhimento das mulheres quando lançamos a Casa de Passagem Betânia. Depois, desde o dia 30 de março, disponibilizamos o atendimento às mulheres vítimas, 24 horas por dia, sete dias na semana, através da Central 156. Agora, chegou o momento de garantirmos o acesso efetivo do seu transporte, através do TRI, para essa mulher poder buscar todos os serviços oferecidos pela rede de acolhimento, ajuda e proteção”.
Também estiveram presentes no evento representantes dos serviços contemplados no programa: Cram, CRDH, Sala Bem-Me-Quer do MP; Projeto Borboleta do TJ – Varas de Violência Doméstica e Familiar (1º, 2º e 3º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Porto Alegre), serviços especializados da Defensoria Pública do RS – Nudem e Nudeca, 1ª e 2ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre.
(Marcello Campos)