Sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Peito de frango, ovo e cebola lideram a queda em preços de alimentos no RS em setembro

Relatório divulgado pelo governo gaúcho aponta que o Preço da Cesta de Alimentos do Rio Grande do Sul (PCA-RS) sofreu uma leve alta de 0,09% em setembro – ou seja, praticamente estável. Composto por 80 itens, o kit encerrou o mês a uma média de R$ 288,81, segundo menor patamar em quase um ano. As maiores quedas ocorreram na cebola (-15%), peito de frango (-4,2%) e ovo de galinha (-2,18%).

No acumulado desde janeiro, o índice geral apresenta redução média de 1,23%. Ainda sobre as três reduções mais significativas, a pesquisa mostra que o quilo da cebola foi vendido a R$ 2,50 nos supermercados, ao passo que o peito de frango ficou em R$ 20,90 (o produto já acumula redução superior a 12% neste ano). E o ovo chegou à sexta queda consecutiva em setembro, vendido em média por R$ 11,50, menor preço desde fevereiro – após uma alta significativa no início do ano.

O grupo de cereais e leguminosas, com mais uma queda mensal observada em setembro, acumula a maior redução de preço no ano, com recuo de 33%. A retração tem sido puxada pelas variações do arroz branco e feijão preto, ambos com queda acima de 34% em 2025. O preço médio do quilo do arroz no Estado foi de R$ 3,60 em setembro – o menor dos últimos 12 meses. Já o quilo do feijão preto foi vendido a uma média de R$ 5,00 no mês anterior, o valor mais baixo da série histórica do boletim.

Já uma das maiores altas de preço em setembro foi observada no óleo de soja, com aumento de 9,74% em relação a agosto, atingindo um preço médio de R$ 8,77. Dentre as carnes, o contrafilé também ficou mais caro, com alta de mais de 8,59% e preço médio de R$ 52,99 o quilo.

Os dados estão publicados no Boletim de Preços Dinâmicos e disponíveis no Painel de Preços Dinâmicos. Elaborado pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual, o material acompanha a variação de preço no varejo dos itens de consumo mais presentes na mesa dos gaúchos. O levantamento é elaborado com base dos registros das notas fiscais eletrônicas do varejo.

Análise regionalizada

A maior queda de setembro foi registrada no Alto Jacuí, que abrange municípios como Cruz Alta e Não-Me-Toque. O preço médio da cesta caiu para R$ 297,02 na região – uma baixa de 0,8% em comparação a agosto. Apesar do recuo, a região figura entre as cinco mais caras do Estado.

Na outra ponta, a maior elevação relativa ocorreu na Região Celeiro (que corresponde a parte do Noroeste gaúcho), onde o PCA subiu 1,44%, atingindo R$ 294,19. No acumulado do ano, apenas quatro regiões apresentaram alta do preço médio dos alimentos.

Mesmo com recuo de 0,7% no acumulado de 2025, a região das Hortênsias (Gramado, Canela e outros municípios da Serra Gaúcha) segue com a cesta mais cara do Rio Grande do Sul, com preço médio de R$ 306,49 – cerca de 5% acima da média estadual. O Jacuí-Centro permaneceu com a cesta mais barata, custando R$ 269,72, com queda de 2,5% nos primeiros nove meses do ano.

(Marcello Campos)

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