Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

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Os ministros do Supremo que se afastaram de André Mendonça após a crise das mensagens de Daniel Vorcaro

Alexandre de Moraes não foi o único colega do Supremo Tribunal Federal (STF) com quem o clima azedou junto a André Mendonça após a crise instaurada pelas mensagens de Daniel Vorcaro. Outros magistrados, como o decano do tribunal, Gilmar Mendes, e Flávio Dino, praticamente não falaram mais com o magistrado após o episódio.

Segundo integrantes da corte, alguns ministros, inclusive, deixaram de cumprimentar Mendonça. Eles afirmam que o relator do caso Master sempre foi mais reservado, mas que agora estaria praticamente isolado.

Na sessão plenária de quarta-feira passada, a primeira após as mensagens entre Moraes e Vorcaro virem à tona, Mendonça não participou da troca de ideias com os colegas no fim da votação, como costumava fazer. Ele foi o único a deixar o plenário assim que terminou o julgamento.

Entre os ministros próximos a Moraes, Cristiano Zanin é o único que manteve conversas com Mendonça depois que a crise eclodiu. Os problemas que desgastaram o STF, porém, não foram abordados. Outro ministro que segue transitando entre os dois grupos é Dias Toffoli.

Segundo integrantes do tribunal, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux estariam mais próximos de Mendonça.

Datafolha: 76% dizem que ministros do STF têm poder demais

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) mostra que 76% dos entrevistados consideram que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm poder demais. Outros 18% discordam dessa afirmação, 3% não concordam nem discordam e 4% não souberam responder.

A pesquisa mediu também o impacto da crise que afeta o STF sobre a reputação do tribunal: 77% dizem concordar com a afirmação de que “as pessoas acreditam menos no STF agora do que no passado”.

Outros 16% discordam dessa afirmação; 3% não concordam nem discordam e 4% não sabem ou não responderam.

Em outra questão abordada pelo Datafolha, 71% afirmam concordar que o STF é essencial para proteger a democracia no Brasil. Outros 21% discordam e 3% não concordam nem discordam. Por fim, 5% não souberam responder.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Globo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026. Com informações dos portais O Globo e G1.

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