Segunda-feira, 02 de novembro de 2026

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Mulheres são as que mais viajam no mundo. E o que a hotelaria pode fazer por elas?

As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço no mundo das viagens. Um relatório da Skift Research (2024) mostrou que elas representam 64% dos viajantes no mundo e viajam com mais frequência do que os homens. Já um levantamento divulgado pelo Ministério do Turismo em 2026 revelou que quatro em cada dez brasileiras (41,8%) já viajaram sozinhas, seja pelo Brasil ou pelo exterior.

E, quando falamos desse público, a hospedagem é um ponto fundamental. Como mulher que faz parte desse mercado e profissional do setor de turismo, fico pensando em quantos hotéis ainda não estão olhando para essas clientes como deveriam e, com isso, deixando escapar uma ótima oportunidade de negócio.

Pensando nisso, preparei uma lista de melhorias que os hoteleiros podem implementar para que a gente termine a estadia feliz e deixe aquele belo review. No fim, todo mundo sai ganhando.

Contratar mais mulheres

Para Amanda Noventa, comunicadora e co-fundadora da Fuga, que conecta mulheres através de grupos de viagens para lugares onde é difícil chegar sozinha, é mais confortável para as mulheres saber que são outras mulheres que fazem a arrumação do seu quarto, por exemplo. “Mas acho que essa representatividade também precisa estar nos cargos de gerência e coordenação. Afinal, em uma situação de perigo ou constrangimento, a hóspede pode se sentir mais à vontade para conversar com outra mulher e mais confiante de que suas preocupações serão ouvidas e as medidas necessárias, tomadas”.

Ter um protocolo de segurança e treinamento da equipe também são pontos positivos para a empreendedora. “Aconteceu com amigas minhas: em uma viagem, chegaram ao quarto do hotel e receberam uma ligação de um funcionário que as assediou. Elas relataram o ocorrido ao gerente, que não soube dizer de onde vinha a ligação nem identificar o funcionário. No fim, nenhuma providência foi tomada”, disse Amanda. Ela acredita que seja fundamental criar protocolos para lidar com esse tipo de situação e treinar as equipes para saber como agir. “Assim, é possível tanto prevenir esse tipo de ocorrência quanto garantir que, caso aconteça, a denúncia seja levada a sério e as medidas necessárias sejam tomadas”.

Outro ponto relevante são as câmeras em áreas comum do hotel. Para ela, que está hospedada em um (ótimo) hotel fora do Brasil e, se viu hoje entrando em um elevador com dois homens. “Instintivamente, coloquei o casaco à minha frente, abaixei a cabeça e pensei: Ainda bem que tem câmera”.

Aqueles homens não fizeram nada contra ela, não pareciam ameaçadores nem demonstraram qualquer comportamento suspeito. Ainda assim, diz que seu corpo reagiu como se houvesse uma ameaça. É um sentimento automático de alerta que mulheres conhecem muito bem.

Por isso, “acredito que a presença de câmeras de segurança nas áreas comuns do hotel fazem com que a gente se sinta mais segura. Saber que há monitoramento pode inibir comportamentos inadequados e trazer mais tranquilidade para nós, mulheres, durante a hospedagem”, complementa.

Um dos maiores obstáculos para quem viaja sozinha é o custo da hospedagem. Muitas vezes, um quarto single sai mais caro proporcionalmente do que um quarto duplo, e a diferença pode ser significativa. Por isso, oferecer tarifas especiais para mulheres que viajam sozinhas pode ser vantajoso para os dois lados: a hóspede economiza e o hotel ganha uma oportunidade de atrair um público cada vez mais relevante. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

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