Sábado, 07 de novembro de 2026

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Meghan Markle enfrenta retorno ao Reino Unido marcado por tensões do passado

Com o anúncio da volta do príncipe Harry ao Reino Unido, Meghan Markle, sua esposa, deve esperar um difícil retorno ao país, onde a duquesa de Sussex foi submetida a um intenso escrutínio da imprensa e nunca chegou a se sentir integrada à família real.

Em entrevistas reveladoras e documentários, a ex-atriz americana de 45 anos nunca escondeu as dificuldades que enfrentou para se adaptar ao novo status após seu casamento de conto de fadas com o príncipe Harry, em 2018.

“Acho que há mais dúvidas sobre como ela vai se readaptar à vida no Reino Unido do que sobre Harry”, resume Ed Owens, especialista em realeza.

Muito ligado às suas organizações beneficentes e desejoso de aproximar os filhos de sua família paterna, Harry enfrenta um desafio menor ao retornar ao seu país, enquanto para Meghan a equação é mais complexa.

Segundo informações da imprensa britânica, Meghan negocia para atuar em “Magnatas do Crime”, uma série da Netflix criada por Guy Ritchie e gravada no Reino Unido.

A série, cuja segunda temporada estreia no início de setembro, conta a história de um duque que se torna um barão da droga.

Por outro lado, especialistas consideram que Meghan deve se dedicar principalmente à família – e especialmente aos filhos Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, que estudarão no Reino Unido – e apoiar Harry em seu trabalho como patrono de organizações beneficentes.

Impopular

No Reino Unido, Meghan continua muito impopular. Segundo o último levantamento da YouGov, instituto britânico de pesquisas de opinião, publicado em julho, 61% dos britânicos não gostam dela.

E os tabloides, contra os quais o casal apresentou vários processos, podem não facilitar seu retorno.

Após a rumorosa mudança para os Estados Unidos em 2020, Harry e Meghan denunciaram os métodos dessa poderosa imprensa, que examina cada gesto da família real e persegue seus integrantes e pessoas próximas.

“Não importava o quanto eu tentasse. Se eu me comportasse bem, fizesse o que fizesse, eles sempre encontravam uma maneira de me destruir”, contou Meghan em 2022, em seu documentário para a Netflix.

A imprensa, que inicialmente início havia recebido bem sua entrada na família real, rapidamente se tornou mais hostil. Os tabloides passaram a acusá-la de ser caprichosa e de rejeitar as obrigações associadas aos privilégios de sua nova posição.

Desde sua saída, Meghan se distanciou do Reino Unido e só retornou em poucas ocasiões, como em junho de 2022, para o Jubileu da rainha Elizabeth II, e posteriormente para seu funeral, em setembro daquele mesmo ano.

Visita ao rei Charles

Em julho deste ano, Meghan e o príncipe Harry, acompanhados dos dois filhos, visitaram na Inglaterra o rei Charles III e sua esposa, Camilla, em um gesto interpretado como sinal de uma tentativa de reconciliação.

Mas seu retorno pode trazer novamente ao primeiro plano “os conflitos e questões que originalmente provocaram sua saída”, como as acusações de racismo ou as preocupações relacionadas à sua segurança, afirmou Nathalie Weidhase, professora da Universidade de Surrey especializada em cultura das celebridades e monarquia britânica.

A isso se somam as tensões familiares agravadas pela publicação, em 2023, da autobiografia de Harry, “O Que Sobra”. Nela, Harry acusou, entre outras coisas, William e sua esposa, Kate, de terem preconceitos contra Meghan, o que dificultou sua integração à família real.

A entrevista concedida à apresentadora americana Oprah Winfrey em 2021 também causou comoção no Reino Unido. Nela, Meghan acusou um integrante da família real de racismo.

O especialista Ed Owens, no entanto, não espera uma nova guerra aberta. Harry e Meghan buscam “estabilidade para sua família” e “não estão voltando para criar problemas para a realeza”, considera.

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