Sábado, 13 de junho de 2026

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Médicos reforçam ao Supremo a indicação de nova cirurgia para Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) novos relatórios médicos que reforçam a indicação de cirurgia no ombro direito, diante de quadro de dor e limitação funcional. Moraes deu aval para a prisão domiciliar de Bolsonaro por um período de 90 dias quando o ex-presidente foi internado no final de março. O ministro justificou a decisão com base nos problemas de saúde de Bolsonaro, que enfrentou uma broncopneumonia bilateral.

A decisão condicionou a medida ao envio de relatórios periódicos ao STF. A defesa e a equipe médica devem apresentar, a cada sete dias, informações sobre o estado de saúde e a evolução do tratamento. Este foi o primeiro relatório desde que Bolsonaro chegou em sua casa no Jardim Botânico em 27 de março.

Segundo os documentos enviados ao STF nesta sexta-feira (3), Bolsonaro apresenta redução de movimentos, perda de força e dificuldade para realizar atividades. O laudo aponta que o ex-presidente está em fase pré-operatória. Os relatórios também indicam que a fisioterapia segue restrita ao controle da dor, sem progressão para exercícios ativos.

A defesa do ex-presidente encaminhou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, seja autorizado a atuar como cuidador durante o período de prisão domiciliar.

Os advogados pedem que o nome de Carlos Eduardo seja incluído no rol de pessoas autorizadas a frequentar a residência do ex-presidente no Jardim Botânico, em Brasília, sem necessidade de autorização prévia do tribunal a cada visita.

Moraes concedeu a prisão domiciliar e a decisão restringiu o convívio na residência a profissionais da equipe médica e aos familiares que moram na casa: a esposa Michelle, a filha Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmino. Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan têm autorização para visitar o pai às quartas-feiras e aos sábados, em horários fixos.

A defesa argumenta que Michelle, Laura e Letícia têm compromissos profissionais e escolares que impedem a permanência integral ao lado do ex-presidente. Segundo o pedido, Carlos Eduardo já atuou como acompanhante de Bolsonaro em outras ocasiões e tem a confiança da família para a função.

“Por se tratar de pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos, requer-se seja permitida a presença do Sr. Carlos Eduardo Antunes Torres na residência do casal, sempre que se fizer necessário, especialmente durante as ausências da Sra. Michele, independente de autorização prévia”, diz o documento.

Ao determinar as restrições de convívio, Moraes justificou a medida com a necessidade de evitar risco de sepse e controlar infecções, em razão do quadro clínico do ex-presidente.

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