Quinta-feira, 05 de novembro de 2026

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Lula deve fazer pronunciamento no domingo para garantir ajuste fiscal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve fazer um pronunciamento à nação no próximo domingo (8), no qual pretende prometer trabalhar pela pacificação do país, garantir que não haverá estelionato eleitoral e anunciar que fará um ajuste fiscal para cumprir as metas fiscais durante seu quarto mandato.

Segundo assessores presidenciais, Lula vai dizer que adotará medidas para garantir o cumprimento das metas de resultado primário ao longo do próximo mandato, preservando os programas sociais e cumprindo as promessas feitas durante a campanha eleitoral.

“Não haverá estelionato eleitoral. O presidente vai deixar isso claro, mas também vai dizer que seu governo terá responsabilidade fiscal durante todo o quarto mandato”, disse reservadamente ao blog um assessor direto de Lula. Outro auxiliar afirmou que a intenção é garantir a geração de superávits primários ao longo de todo o quarto mandato.

Estelionato eleitoral é uma expressão usada para definir casos em que um candidato, depois de eleito, adota medidas contrárias ao que prometeu durante a campanha. Apesar do nome, não é um crime previsto na legislação brasileira.

Lula já discute com os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento, medidas fiscais que o governo pretende aprovar ainda neste ano. Durigan já entrou em contato com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para agendar reuniões e negociar a aprovação das medidas.

O ministro tem dito que o objetivo é garantir o cumprimento do centro da meta fiscal. Para 2027, a previsão citada pelo governo é de superávit primário equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em seu pronunciamento, Lula também vai agradecer aos brasileiros pela reeleição, com destaque para mulheres, jovens e idosos, e dirá que vai trabalhar pela pacificação do país.

Interlocutores do presidente avaliam que Lula tem uma oportunidade para isolar politicamente a extrema direita, representada pelo bolsonarismo. No terceiro mandato, ele já havia prometido enfrentar o avanço desse grupo político, mas, na avaliação desses interlocutores, não conseguiu cumprir esse objetivo.

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