Sábado, 04 de julho de 2026

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Líder da oposição bolsonarista diz que urgência da anistia pelo 8 de Janeiro será pautada nesta quarta

O líder da Oposição na Câmara dos Deputados, Luciano Zucco (PL-RS), afirmou que há um acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pautar nesta quarta-feira (17), o requerimento de urgência da anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

As declarações ocorreram em pronunciamento à imprensa, poucas horas depois de uma reunião de líderes na residência oficial de Motta. “Acordado com a presidência, amanhã será pautada a urgência da anistia. Já estamos trabalhando, também com o líder Sóstenes (Cavalcante), um texto, visto que todos nós assistimos na semana passada, na nossa visão, um teatro”, disse Zucco, em referência à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Pode ter certeza que nós vamos pautar a urgência da anistia, aprovar a urgência da anistia, e depois, na sequência, o mérito”, acrescentou Zucco.

Na ocasião, líderes da oposição anunciaram a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a função de líder da Minoria na Câmara, no lugar de Caroline de Toni (PL-SC).

Mais cedo, o presidente da Câmara afirmou que uma nova reunião com líderes será realizada nesta quarta, para tratar sobre o perdão pelo 8 de Janeiro.

Pesquisa

Levantamento Genial/Quaest divulgado nessa terça (16) mostra que 41% dos brasileiros são contrários à proposta de anistia a condenados por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Já 36% defendem benefício para todos os envolvidos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 10% consideram que apenas os participantes dos atos de 8 de janeiro de 2023 deveriam ser perdoados. Não sabem ou não responderam 13%.

A sondagem é a primeira realizada após as condenações do chamado núcleo crucial da trama golpista pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes.

Foram realizadas 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do país, entre 12 e 14 de setembro. A margem de erro global é de dois pontos percentuais.

Entre os participantes da pesquisa que se declaram lulistas, 58% são contra a anistia, 22% são a favor para todos, 8% são a favor da anistia apenas para os envolvidos no 8 de Janeiro, e 12%, não souberam ou não responderam.

Entre os bolsonaristas, 19% são contra a anistia, 62% são a favor da anistia para todos, incluindo Bolsonaro, e 12% são a favor só para os que participaram do 8 de Janeiro. Não souberam ou não responderam 7%.

Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 43% defendem anistia para o ex-presidente, e 40% são contra. Entre os que ganham até dois salários mínimos, 29% são contrários à anistia e 43% a favor de uma proposta ampla. A margem de erro para estes grupos é de quatro pontos percentuais.

Entre as mulheres, 32% defendem o perdão a todos os envolvidos. Uma parcela de 40% dos homens se posiciona da mesma forma. A margem de erro para ambos os grupos é de três pontos percentuais.

45% dos entrevistados com ensino superior completo são contra a anistia, 41%, a favor de uma proposta de perdão a todos os envolvidos, incluindo Bolsonaro, e 8%, a favor da anistia apenas aos envolvidos no 8 de Janeiro.

Entre os que tem até o ensino fundamental, são 41% contrários, 31% favoráveis a um projeto amplo e 8% partidários de um perdão somente a participantes do 8 de janeiro. A margem de erro para tais grupos é de quatro pontos percentuais.

Católicos rechaçam a anistia em 43%, contra 33% dos evangélicos. As margens de erro são, respectivamente, três e quatro pontos percentuais. (Com informações de O Estado de S. Paulo e da Folha de S.Paulo)

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