Segunda-feira, 06 de julho de 2026

Segunda-feira, 06 de julho de 2026

Ibovespa renova recorde aos 148 mil pontos; dólar sobe

O Ibovespa voltou a atingir um patamar inédito nesta quinta-feira (30), alcançando 148.780,22 pontos, após subir 0,1% no pregão.

Durante a sessão, o índice chegou a superar os 149.234,05 pontos, máxima intraday, mas acabou perdendo fôlego na reta final das negociações.

O movimento ocorreu em meio à divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, com maior geração de vagas em setembro do que a mediana das expectativas. “É um resultado bom, a economia está gerando vagas, tem emprego. No entanto, é inflacionário”, ressalta o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

As atenções do mercado também seguiram no acordo para reduzir tarifas dos Estados Unidos à China. presidente norte-americano, Donald Trump, disse que reduzirá as tarifas de importação sobre produtos chineses de 57% para 47%, após se reunir com o líder da China, Xi Jinping.

No Brasil, os dados de emprego e o balanço da Vale (VALE3) ganharam destaque. As ações da mineradora foram beneficiadas pelo avanço do minério de ferro na China. Já o petróleo beirou estabilidade, enquanto os índices de ações norte-americanos fecharam em baixa.

Também ficaram no foco questões fiscais. O mercado acompanhou a votação da mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para isenção do Imposto de Renda (IR) e repercutiu a notícia de que a Câmara aprovou o projeto de lei que institui o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp) com um ‘jabuti’ que ressuscita parte da MP Alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Outro ponto de atenção foi o sinal de alívio na inflação e expectativa de aceleração no Caged de setembro. O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) caiu 0,36% em outubro, após subir 0,42% em setembro, conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV). A queda foi mais intensa do que a mediana das estimativas do Projeções Broadcast, de recuo de 0,23%.

No câmbio, o dólar e o euro subiram 0,4% e 0,11% frente ao real na sessão, atingindo os R$ 5,38 e R$ 6,22, respectivamente. No exterior, os índices das bolsas de Nova York fecharam em baixa, um dia após o Fed sinalizar que pode não reduzir os juros novamente em dezembro.

“As perspectivas para o emprego e a inflação não mudaram muito desde nossa reunião em setembro. As condições no mercado de trabalho parecem estar esfriando gradualmente, e a inflação permanece um pouco elevada”, disse o presidente do Fed, Jerome Powell, ao justificar a decisão de outubro, em coletiva de imprensa, na quarta-feira.

Com a decisão, o Fed cortou os juros em 25 pontos-base, levando o intervalo-alvo para 3,75% a 4,00% ao ano. Essa é a segunda queda consecutiva no atual ciclo de flexibilização monetária do banco central americano.

As ações da Meta recuam 11% no dia após a empresa reportar queda de 83% no lucro líquido do terceiro trimestre. Já os papéis da Microsoft perdem 2,9%, enquanto os da Alphabet (Google) chegaram a dispasrar mais de 7% após os resultados, mas fecharam o dia com uma alta de 2,45%.

Os mercados também reagiram ao acordo comercial entre China e EUA, que aparentemente não empolgou os investidores. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que reduzirá as tarifas de importação sobre produtos chineses de 57% para 47%, após se reunir com o líder chinês, Xi Jinping.

As bolsas asiáticas fecharam em queda, refletindo o ceticismo com o sinal de trégua entre os dois países. O dólar se fortaleceu frente ao iene após o Banco do Japão (BoJ) manter as taxas de juros.

Na Europa, a cautela prevaleceu antes da decisão do BCE e diante da divulgação dos números do PIB regional e dos balanços de companhias como AB Inbev, Société Générale, Crédit Agricole e Shell.

 

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