Domingo, 14 de junho de 2026

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Hantavírus no Brasil: saiba quais os riscos e como prevenir a doença

Minas Gerais confirmou que registrou uma morte por hantavírus, segundo informações apresentadas pela Secretaria Estadual de Saúde neste domingo (10). A vítima é um homem de 46 anos morador do município de Carmo do Paranaíba. Segundo a pasta, o homem teve histórico de contato com roedor silvestre em uma lavoura. Os primeiros sintomas teriam ocorrido no dia 2 de fevereiro, com princípio de cefaleia. Quatro dias depois, ele procurou atendimento ao apresentar febre, dor muscular, nas articulações e na região lombar.

Amostras biológicas foram coletadas e encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed). O resultado apresentou sorologia IgM reagente para hantavírus. O homem morreu no dia 8 de fevereiro. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, “trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença.”

O Paraná confirmou dois casos de hantavírus nesta sexta-feira (8), segundo a Secretaria de Estado de Saúde. Um dos pacientes é da cidade Pérola D’Oeste, próxima à fronteira com a Argentina, e o outro de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

Além disso, mais 11 casos estão sendo investigados e outros 21 foram descartados. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, a doença está sob controle no Paraná e a rede pública seguirá acompanhando e monitorando os casos suspeitos. O alerta da secretaria ocorre após a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgar casos e mortes por hantavirose registrados em um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde.

Tanto a morte registrada em Minas Gerais como os casos confirmados no Paraná não possuem relação com as contaminações pelo vírus no navio de cruzeiro MV Hondius.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda de notificação compulsória imediata. Ela é transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.

O vírus pode causar Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus e a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda. Os sintomas incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Caso evolua para a fase cardiopulmonar, também é possível apresentar dificuldade para respirar, pressão baixa e tosse seca.

Surtos costumam estar associados à presença de ratos em locais confinados, como galpões, depósitos, porões e embarcações. No caso investigado em um cruzeiro marítimo, uma das hipóteses é a contaminação em áreas fechadas do navio frequentadas por roedores. Para prevenir a doença, especialistas recomendam evitar contato com fezes e urina de ratos, manter ambientes limpos e ventilados, vedar frestas e controlar a presença de roedores.

Na limpeza de locais fechados ou abandonados, é indicado utilizar máscara, luvas e produtos desinfetantes, evitando varrer ou levantar poeira, o que pode facilitar a inalação de partículas contaminadas. As autoridades de saúde também orientam que ambientes suspeitos sejam desratizados e investigados rapidamente para impedir novas infecções. (Com informações do portal CNN Brasil)

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