Sexta-feira, 03 de julho de 2026

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Governador gaúcho defende em São Paulo a importância do ajuste fiscal e da modernização administrativa para o desenvolvimento

Durante encontro empresarial em São Paulo nessa segunda-feira (27), o governador Eduardo Leite voltou a tocar em um assunto que tem pautado seus discursos em eventos: o equilíbrio de contas em sua gestão como um vetor de desenvolvimento. Ele também enalteceu as reformas estruturais e administrativas promovidas desde que assumiu o comando do Executivo estadual, em 2019.

A manifestação foi feita na reunião do Conselho do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), entidade que há 36 anos tem reunido líderes brasileiros de diferentes segmentos. O foco são propostas e debates relacionados ao papel do setor no desenvolvimento socioeconômico do País.

“O que mostramos no Rio Grande do Sul é que ajuste fiscal não é menos Estado, mas sim o Estado onde ele deve estar, focado em segurança, educação, infraestrutura e inovação”, defendeu. “Trata-se de deixar de desperdiçar energia e recursos, para colocá-los no que realmente impulsiona o desenvolvimento.”

No que se refere às mencionadas reformas, Leite atribuiu o êxito do processo de aprovação das medidas à construção de uma agenda política sólida e moderada, baseada no diálogo e na busca de consensos: “A solução para a política não é menos política, é mais política. Política feita com responsabilidade, como instrumento de moderação e de convivência entre diferentes”.

Ele passeou, ainda, por temas como avanços conquistados a partir das reformas fiscal e previdenciária, o aumento expressivo da capacidade de investimento do Estado e o portfólio de concessões e parcerias público-privadas, que já superam R$ 70 bilhões em investimentos. Citou, ainda as políticas de desburocratização e inovação, como o programa “Devolve ICMS”, que restituiu o tributo a famílias de baixa renda.

Na área ambiental, os autoelogios ao seu governo incluíram tópicos como incentivo a segmentos estratégicos que incluem desde semicondutores ao chamado “hidrogênio verde”. Em seguida, emendou um detalhamento da resposta do governo gaúcho às enchentes históricas de maio do ano passado e a consequente implementação do “Plano Rio Grande”, focado sobretudo na reconstrução e preparo do Estado para futuras adversidades desse tipo.

Ao final da palestra, o governador gaúcho bateu mais uma vez na tecla da política nacional e da necessidade de um campo moderado que consiga “furar a bolha” das posturas extremistas à esquerda ou direita. “A polarização consome energia em destruir o adversário, enquanto o País precisa construir consensos para crescer”, sublinhou Leite, sinalizando ainda estar de pé o seu plano – frustrado em 2022 – de disputar a Presidência da República.

Com a palavra, o Iedi

Presidente do Iedi, Guilherme Gerdau Johannpeter elogiou a trajetória recente do Rio Grande do Sul e o papel de Leite na condução de reformas estruturais:

“O governador vem promovendo reformas que asseguram não apenas a agilidade fiscal do Estado, mas também seu desenvolvimento produtivo e social. Enfrentou com eficácia o desastre ambiental que atingiu os gaúchos e tem desempenhado um papel importante na manutenção de um campo moderado na política, contrapondo-se à polarização que contamina o debate nacional”.

Criada em 1989, a entidade reúne 42 empresas e empresários de grande porte. O objetivo é estudar e propor políticas para que a indústria brasileira contribua de forma mais efetiva para o crescimento econômico, geração de empregos e a melhoria da distribuição de renda e das condições de vida da população.

(Marcello Campos)

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