Quinta-feira, 30 de julho de 2026

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Flávio é rejeitado por 57% e Lula por 50%, diz a pesquisa Quaest

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem a maior rejeição entre os pré-candidatos à Presidência, de 57%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nessa quarta-feira (15). O presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem a segunda maior rejeição, de 50%.

Com uma pré-campanha marcada por sucessivas crises, Flávio viu sua rejeição aumentar nos últimos meses. Em abril, era de 52%, passou para 54% em maio, 56% em junho e agora, 57%. Nesse mesmo período, a rejeição de Lula foi de 55% em abril para 53% em maio, manteve-se em 53% em junho e agora caiu para 50%.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A percepção dos entrevistados sobre a moderação de Flávio em relação à familia Bolsonaro tem mudado nos últimos meses. Em abril, 39% achavam que o senador é mais moderado do que sua família e 45% achavam que não. Agora, 29% avaliam que ele é mais moderado e 54% veem que ele não é mais moderado.

A volta da família Bolsonaro ao poder é o que dá mais medo para os entrevistados: 46%. Para 38%, o que dá mais medo é a reeleição de Lula.

Para 51%, o presidente Lula não merece mais quatro anos na Presidência e 45% acham que ele merece. Em abril, o cenário era mais desfavorável ao presidente: 59% achavam que ele não merecia ser reeleito e 38% achavam que ele deveria ter mais quatro anos no comando do País.

Entre os eleitores independentes, que não são bolsonaristas nem lulistas, em abril 71% achavam que Lula não deveria ser reeleito e agora, são 54%. Nesse recorte, 22% avaliavam em abril que o presidente merecia mais quatro anos de mandato e agora são 38%.

Vídeo

A pesquisa é a primeira divulgada pela Quaest depois da publicação de um vídeo pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) com críticas a Flávio e a alianças políticas do PL, expondo publicamente a briga dentro da família Bolsonaro. No vídeo, divulgado por Michelle em 24 de junho em suas redes sociais, a ex-primeira-dama disse ter sido humilhada e maltratada pelo senador, e afirmou que não estava participando da pré-campanha dele.

Dos entrevistados para a pesquisa Genial/Quaest, 51% disseram que não souberam do vídeo de Michelle e 49% afirmaram ter conhecimento. Questionados se Michelle acertou ou errou em tornar público o desentendimento com Flávio, 45% acham que a ex-primeira-dama acertou e para 38% ela errou. Outros 17% não responderam. Entre os eleitores bolsonaristas, 20% consideram que Michelle está correta e 64% acham que ela errou. Já na direita não bolsonarista, 35% avaliam que ela acertou e 54% acham que foi um erro.

CEO da Quaest, o cientista político Felipe Nunes destacou que a maior parte da direita e do bolsonarismo vêem boa intenção em Michelle. Segundo a pesquisa, 41% acham que ela gravou os vídeos para responder a ataques ou desrespeitos sofridos ou para se opor a alianças com as quais não concorda e 34% acham que ela deseja ser candidata no lugar de Flávio. Para 58%, as declarações de Michelle sobre Flávio são parcial ou totalmente verdadeiras. Questionados com quem os entrevistados tendem a concordar em relação ao desentendimento entre eles, 42% citaram Michelle e 18%, Flávio. (Com informações do Valor Econômico)

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