Sábado, 13 de junho de 2026

Sábado, 13 de junho de 2026

Fenasoja homenageia voluntários, celebra história e inaugura monumento à soja

O quarto dia da Fenasoja , em Santa Rosa, foi marcado por um dos momentos mais simbólicos da programação dos 60 anos da feira. Em meio a negócios, tecnologia e inovação, o evento abriu espaço para reconhecer quem construiu sua trajetória, consolidando uma identidade baseada em memória, pertencimento e desenvolvimento.

A agenda foi dedicada às homenagens a voluntários e lideranças que tiveram papel direto na consolidação da Fenasoja como uma das maiores feiras multissetoriais do Brasil. Ao longo de sua história, o evento mobilizou cerca de 670 presidentes de comissões, número que dimensiona a força do voluntariado como ativo estruturante do projeto.

O reconhecimento ganhou forma na Casa Fenasoja, onde foi realizada a atualização da Galeria dos Voluntários. O ato marcou o descerramento de novas placas com os nomes dos presidentes de cada edição e dos voluntários que ajudaram a construir a história da feira, reunindo diferentes gerações em um mesmo espaço de memória e continuidade.

Dentro da Casa, um ambiente especialmente dedicado reforça essa narrativa histórica: uma sala reúne as fotografias dos presidentes das 26 edições da feira, acompanhadas dos cartazes oficiais de cada período. O espaço funciona como uma linha do tempo visual, permitindo ao visitante compreender a evolução da Fenasoja e sua conexão com o desenvolvimento regional e com a própria transformação do agronegócio brasileiro.

Durante a cerimônia, o presidente do Conselho Consultivo Permanente, Dário Germano, destacou o valor simbólico do local. “A Casa Fenasoja é onde está a nossa história e memória, é um verdadeiro templo para todos nós”, afirmou, ao sintetizar o papel da memória institucional como elemento de continuidade.

O momento também foi marcado pela oficialização de uma homenagem permanente. A Casa Fenasoja passa a se chamar Casa Herberto Werner, em reconhecimento ao voluntário que presidiu a nona edição da feira, em 1992. Sua atuação foi decisiva em um momento de estruturação, especialmente na formalização da feira com a criação do CNPJ, etapa que consolidou a base institucional do evento.

Outro destaque do dia foi a inauguração de um monumento em homenagem à variedade de soja Santa Rosa, instalado em frente à Casa Fenasoja. A obra representa uma semente de soja sustentada pelas mãos de um agricultor, em acabamento dourado, simbolizando origem, trabalho e prosperidade — uma síntese visual da relação entre o campo e o desenvolvimento econômico.

A homenagem resgata um dos marcos mais relevantes da agricultura nacional. A variedade Santa Rosa, lançada durante a primeira edição da feira, em 1966, foi a primeira cultivar genuinamente brasileira e teve papel determinante na expansão da soja no país, contribuindo para posicionar o Brasil entre os maiores produtores globais.

Ao integrar homenagens, memória e referências históricas, o quarto dia da Fenasoja evidenciou uma estratégia clara: fortalecer o presente a partir do reconhecimento das origens. Em um setor marcado por inovação constante, a valorização da trajetória coletiva se torna diferencial competitivo.

A feira reafirma, assim, seu papel não apenas como vitrine de tecnologia e negócios, mas como guardiã de uma história que acompanha a evolução do agronegócio brasileiro. Mais do que revisitar o passado, a programação demonstra que desenvolvimento também se constrói com memória, reconhecimento e pertencimento — pilares que sustentam iniciativas capazes de atravessar gerações e seguir relevantes em novos ciclos do campo.(por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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