Domingo, 07 de junho de 2026

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Exportação da agropecuária brasileira sobe no ano, puxada por soja e carnes

A safra recorde de grãos deste ano e o bom desempenho da pecuária vêm garantindo uma evolução de 7% nas receitas da balança comercial do setor agropecuário nos cinco primeiros meses deste ano. No mês passado, com a continuidade das exportações de soja e de carnes, as vendas externas foram 10% superiores às de igual período do ano anterior, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A safra de 180 milhões de toneladas de soja já permitiu ao país colocar 55,1 milhões de toneladas da oleaginosa no mercado externo de janeiro a maio, 7% a mais do que em igual período do ano passado. As receitas subiram para US$ 22,9 bilhões, com aumento de 14,5%. Farelo e óleo de soja também têm melhor desempenho. Juntos já renderam US$ 11,3 bilhões, elevando o total das exportações do complexo soja (grãos, farelo e óleo) para US$ 34,2 bilhões.

As carnes, como ocorreu no início de 2025, iniciaram o ano com perspectivas de um desempenho fraco, mas não é o que ocorre. As receitas do setor já atingem US$ 14 bilhões até maio, com evolução de 25% sobre as do ano passado. Só a carne bovina já rendeu US$ 7,3 bilhões, 38% a mais do que em 2025. A China continua sendo o principal destino do produto brasileiro, mas o país asiático poderá receber um volume menor nos próximos meses. A cota de 1,1 milhão de toneladas sem taxa adicional de 55% do Brasil está esgotada, e o produto fica mais caro para os consumidores.

As exportações são puxadas, ainda, por algodão e frutas, mas café e açúcar perdem participação no mercado. O café, com a perspectiva de uma safra recorde de pelo menos 66 milhões de sacas no país, perde preço no mercado externo. Com isso, as receitas com as exportações recuaram para US$ 5 bilhões até maio, 20% a menos do que as de janeiro a maio de 2025.

As alterações de preços no mercado externo do açúcar também reduzem as receitas brasileiras. As vendas externas superam 9 milhões de toneladas, mas as receitas recuam para US$ 3,3 bilhões, com queda de 25% no acumulado do ano.

Já as importações de produtos referentes ao agronegócio apontam queda. As despesas com o trigo, líder nos gastos brasileiros com grãos, recuaram para US$ 504 milhões, 26% a menos. Houve queda também nas importações de agrotóxicos, tanto no volume como nas despesas. A demanda brasileira por esses produtos foi de 251 mil toneladas até agora, com gastos de US$ 1,35 bilhão.

A importação de fertilizantes não teve muita alteração no volume, que atingiu 15 milhões de toneladas no ano, mas a elevação dos preços, devido à guerra no Oriente Médio, fez o país gastar US$ 5,6 bilhões, 12% a mais. Rússia e China forneceram 3 milhões de toneladas deste insumo cada uma para o Brasil. Com informações da Folha de S. Paulo.

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