Segunda-feira, 27 de abril de 2026

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Evangélicos reagem a ala de escola que homenageou Lula, gerando novo desgaste

Parlamentares de oposição aderiram a uma nova trend nas redes sociais e passaram a publicar ilustrações de famílias estampadas em latas de conserva. A iniciativa reage ao desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e retratou em uma das alas conservadores como latas de alimento em conserva. Grande parte dos congressistas lançou mão de ferramentas de inteligência artificial para ajudar na montagem.

O líder do PL (Partido Liberal) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), foi um dos que aderiu à tendência. O parlamentar publicou imagem da família em uma lata acompanhada da seguinte mensagem: “Conservador por Jesus Cristo”.

Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, também publicou ilustração semelhante. “A esquerda zomba da família, alicerce do Brasil, e evidencia a perda da sintonia com o povo que trabalha, crê em Deus e educa seus filhos”, escreveu na legenda. A oposição acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) devido à ala.

Intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o desfile da contou a história do presidente Lula desde a saída de Garanhuns, no agreste de Pernambuco, sua vinda para São Paulo com a família, os tempos de líder sindical e sua chegada ao Planalto.

O desfile ressaltou “marcas” eleitorais das gestões petistas e deu ênfase às bandeiras escolhidas pelo governo na campanha pela reeleição. O desfile, que contou com críticas aos opositores do petista, teve uma ala chamada “neoconservadores em conserva”.

A Acadêmicos de Niterói contou a história do presidente Lula desde a infância no Nordeste, passando pela migração com a família para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico e a liderança sindical, até a Presidência da República.

A comissão de frente levou para a Sapucaí uma representação da rampa do Palácio do Planalto, lembrando a última posse de Lula, ao lado de integrantes da sociedade civil. Atores e bailarinos também representaram o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

O carro abre-alas representou a região onde o presidente Lula nasceu: o agreste pernambucano, com uma mistura de exuberância e escassez. Em um dos carros, a escola trouxe uma crítica às políticas sociais da época do governo Bolsonaro e à forma como ele enfrentou a pandemia. Na parte traseira, o carnavalesco fez uma referência à prisão do ex-presidente.

Em um post nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reproduziu a imagem do carro alegórico que fazia referência ao ex-presidente e disse: “Só para registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião”.

O senador Sergio Moro (União‑PR) disse que houve “abuso de poder” e disse que o desfile trouxe cenas de regimes autoritários. Após o desfile, Lula publicou uma mensagem nas redes sociais sobre sua participação no carnaval no Rio, no Recife e em Salvador.

“Depois de passar pelo carnaval de Recife e de Salvador, estive no Rio de Janeiro, na Sapucaí. Tive a honra e a alegria de acompanhar o desfile da Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Estação Primeira de Mangueira. Muita emoção”, escreveu.

O presidente desceu do camarote para cumprimentar o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Acadêmicos de Niterói. Ao longo da noite, repetiu o gesto com integrantes de outras escolas.

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