Domingo, 12 de julho de 2026
Por Redação Rádio Liberdade | 28 de fevereiro de 2026
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, no início da manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.
Israel afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque, mas os resultados da ação ainda não estão claros.
Mais cedo, fontes disseram à agência Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente está em segurança.
O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que o país “pode ter perdido alguns comandantes”, segundo a TV americana NBC. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, os ataques mataram o ministro da Defesa do país e o comandante da Guarda Revolucionária.
Segundo a mídia iraniana, os ataques deixaram 201 mortos e 747 feridos em 24 províncias do país. Também há relatos de vítimas em outros países do Oriente Médio durante a retaliação iraniana contra bases americanas na região.
O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”.
Diante da instabilidade na região, companhias aéreas suspenderam voos para o Oriente Médio. As operações no aeroporto de Dubai foram paralisadas, e 2 voos que saíram de São Paulo para Dubai e Doha tiveram que retornar.
A mídia estatal iraniana disse ainda que o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo, foi fechado por motivos de segurança.
O que se sabe do ataque de EUA e Israel:
Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã.
Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país.
Exército israelense afirma ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis.
O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters.
51 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo a imprensa estatal iraniana. Na mesma região, outras 15 pessoas morreram em um ginásio.
O que se sabe sobre a retaliação do Irã:
Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas.
Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes — países que têm bases norte-americanas.
Vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein, segundo o governo local.
Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.
Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo.
4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters.
Contexto: Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas. A ação ocorreu em apoio a Israel, que travava uma guerra contra o país.
Trump diz que objetivo é destruir programa nuclear do Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o objetivo do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e proteger o povo americano de ameaças. Militares dos EUA afirmam que ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como “fúria épica”.
“Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos”, disse Trump em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Trump incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e instou militares a se renderem ou irão “enfrentar a morte certa”.
A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano. Com informações do portal G1.