Segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Por Redação Rádio Liberdade | 19 de outubro de 2026
A economia da China cresceu 4,5% no terceiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2025, impulsionada pelas exportações e pela produção industrial.
O resultado, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo governo chinês, ficou acima das expectativas do mercado, mas ocorre em meio à crise imobiliária e à fraqueza da demanda interna.
O PIB (Produto Interno Bruto) da China acelerou em relação ao segundo trimestre, quando havia crescido 4,3%, no ritmo mais lento em mais de três anos. Economistas esperavam alta de 4,4% entre julho e setembro.
Apesar do resultado melhor do que o previsto, os dados mostram que a economia chinesa ainda enfrenta dificuldades para equilibrar o crescimento. Enquanto a indústria e as exportações sustentam a atividade, o mercado imobiliário continua em retração, e as famílias mantêm os gastos contidos.
Indústria avança, mas consumo segue fraco
A produção industrial da China cresceu 5,5% em setembro na comparação anual, acelerando em relação à alta de 5,2% registrada em agosto.
As vendas no varejo, por sua vez, aumentaram 1,1% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2025. Embora o resultado tenha superado a previsão de 0,6% e melhorado em relação à alta de 0,4% de agosto, o avanço permaneceu limitado.
A diferença entre o desempenho da indústria e o do consumo é um dos principais desafios para o governo chinês, que busca tornar o crescimento menos dependente das vendas ao exterior e estimular a demanda doméstica.
Crise imobiliária pressiona investimento
O investimento no setor imobiliário chinês caiu 20,6% entre janeiro e setembro na comparação com o mesmo período de 2025. Nos oito primeiros meses do ano, a retração acumulada foi de 19,9%, indicando que a queda se aprofundou.