Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Por Redação Rádio Liberdade | 12 de maio de 2026
O dólar encerrou essa terça-feira (12) com variação discreta positiva de 0,09%, negociado a R$ 4,8955. Apesar da leve valorização diária, a moeda norte-americana acumula avanço de 0,03% na semana, enquanto registra recuo de 1,14% em maio e queda de 10,81% no acumulado de 2026. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou o pregão em baixa de 0,86%, aos 180.342 pontos.
Nos Estados Unidos, o principal destaque ficou com os novos dados de inflação. Segundo dados do Departamento do Trabalho americano, o índice de preços ao consumidor do país marcou o maior avanço em três anos, impulsionado pelo aumento de custos de alimentos e de energia, com a guerra no Irã.
As tensões entre os EUA e o Irã no Oriente Médio também mexeu com os mercados. Teerã pediu o fim do conflito e garantias contra novos ataques, enquanto o presidente Donald Trump classificou a resposta iraniana como “inaceitável” antes de viajar para a China para se reunir com Xi Jinping.
Perto das 17h, o petróleo tipo Brent (referência internacional) tinha alta de 3,38%, cotado a US$ 107,73 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, tinha alta de 4,32%, a US$ 102,31 por barril.
Inflação no BR
Já no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a inflação oficial do Brasil em abril. O dado, calculado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,67% no mês. Os alimentos continuam sendo a principal pressão sobre os preços.
Por fim, o balanço financeiro da Petrobras também ficou no radar. Na segunda-feira (10), a estatal reportou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 7,2% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado ainda reflete apenas parte da alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.
Preços nos EUA
Os preços ao consumidor dos Estados Unidos subiram em ritmo acelerado em abril, pelo segundo mês consecutivo. O movimento foi impulsionado pelos custos mais altos de alimentos e de energia – este último como resultado da guerra no Irã.
Segundo dados do Departamento do Trabalho americano, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), registrou um avanço de 0,6% no mês passado, após um aumento de 0,9% em março. A alta veio em linha com o esperado pelos analistas do mercado financeiro, segundo a agência de notícias Reuters.
Nos 12 meses até abril, o CPI subiu 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu uma alta de 3,3% em março.
Os preços do petróleo ultrapassaram os US$ 100 por barril em março, após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. O movimento se refletiu imediatamente no aumento dos preços da gasolina, do diesel e da querosene de aviação.
Além disso, os preços de alimentos subiram 0,5% em abril nos EUA, após permanecerem estáveis em março. A inflação nos supermercados, por sua vez, avançou 0,7%, impulsionada por um aumento de 2,7% nos valores de carne bovina.
A forte alta do CPI reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve manter os juros do país elevados por mais tempo. Em sua última reunião, o BC americano deixou as taxas inalteradas na faixa de 3,50% a 3,75%.
Mercados globais
Após dados de inflação nos EUA virem acima do esperado, as bolsas de Wall Street encerraram sem direção única. Enquanto o Dow Jones subiu 0,11%, o S&P 500 caiu 0,16% e o Nasdaq recuou 0,71%.
Na Europa, as bolsas fecharam em queda. O índice alemão DAX recuou 1,54%, enquanto o francês CAC 40 caiu 0,45%. Já o FTSE 100, de Londres, encerrou o dia perto da estabilidade, com leve alta de 0,04%.
As bolsas da Ásia fecharam mistas nessa terça, com investidores atentos ao encontro entre Donald Trump e Xi Jinping nesta semana. O presidente norte-americano deve chegar ao país asiático nesta quarta-feira (13).
Na China, os índices recuaram após fortes altas recentes: Xangai caiu 0,25% e Hong Kong perdeu 0,22%. Já o Japão avançou 0,52%. A maior queda foi na Coreia do Sul, onde o índice Kospi recuou 2,29%. (Com informações do portal de notícias g1)