Quarta-feira, 01 de julho de 2026

Quarta-feira, 01 de julho de 2026

Derrota no Maracanã pelo Brasileirão agrava a crise e abala bastidores do Inter

A derrota por 1 a 0 para o Fluminense, no último sábado (25), não apenas complicou a situação do Internacional na tabela do Brasileirão, como também escancarou fissuras internas que já vinham se formando. O revés no Maracanã e a coletiva explosiva de Ramón e Emiliano Díaz criaram um ambiente de instabilidade que se espalhou por todo o clube.

Com o resultado, o Inter caiu da 14ª para a 15ª colocação, permanecendo com 35 pontos, apenas cinco acima da zona de rebaixamento. A tensão foi visível no voo de volta a Porto Alegre, relatos indicam um grupo desmotivado, com semblantes fechados e nenhum diálogo entre jogadores, comissão técnica ou dirigentes.

Na entrevista pós-jogo, Emiliano Díaz não poupou palavras: “Este é o momento para os homens, para quem tem coragem. Se tivermos que brigar com alguém, vamos brigar. O Inter tem que mudar e vamos mudar”. Ramón Díaz, por sua vez, destacou a falta de atitude da equipe e pediu mais “ímpeto, determinação e coragem”.

As declarações, no entanto, não foram bem recebidas internamente. Jogadores teriam se sentido desconfortáveis com o tom adotado. Alan Patrick, capitão da equipe, foi o único a se pronunciar na zona mista, reconhecendo que o desempenho está aquém do esperado e que é preciso “reconquistar as vitórias para sair da zona desconfortável”.

A direção acompanhou a coletiva, mas não se manifestou publicamente, diferente de momentos anteriores, como na saída de Roger Machado. A ausência de respaldo aos técnicos argentinos foi interpretada como um sinal de desgaste. Internamente, frases como “momento para os homens” foram vistas como uma tentativa de transferir responsabilidade.

O presidente Alessandro Barcellos e o vice de futebol José Olavo Bisol retornaram visivelmente abatidos, mas não há indícios de mudanças imediatas na comissão técnica ou no departamento de futebol.

A prioridade agora é clara, evitar a queda. A Sul-Americana ficou em segundo plano. No desembarque em Porto Alegre, a delegação foi recebida com protestos de torcedores, que cobraram postura e resultados. A Brigada Militar precisou intervir para dispersar parte dos manifestantes.

O próximo desafio será no domingo (2), contra o Atlético-MG, no Beira-Rio. A partida é tratada como decisiva para a recuperação. A direção aposta na força da torcida e em ações promocionais para lotar o estádio e transformar o apoio das arquibancadas em combustível para a reação, como já ocorreu contra o Botafogo.

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