Domingo, 28 de junho de 2026

Domingo, 28 de junho de 2026

CPMI do INSS amplia número de reuniões semanais para vencer pauta extensa

Pauta extensa

Diante da grande quantidade de material pendente de análise, a CPMI do INSS deve ampliar o ritmo de trabalho nos próximos dias. Chefe da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou nessa segunda-feira (1º) que planeja realizar três sessões por semana no colegiado, de modo a vencer a pauta dentro do prazo de trabalho do grupo.

Presença confirmada

Ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi sinalizou ontem (1º) que deve comparecer à CPMI do INSS na próxima segunda-feira para prestar depoimento ao colegiado. O presidente nacional do PDT estava à frente da pasta federal quando teve início a repercussão da operação que derrubou o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Prisão preventiva

Na reunião desta segunda-feira, a CPMI do INSS decidiu solicitar ao STF a prisão preventiva de nove acusados envolvidos no esquema de descontos irregulares a aposentados e pensionistas. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que há indícios suficientes de autoria e risco de fuga entre os nomes elencados, que constam do “inquérito-mãe” conduzido pela PF sobre o caso.

Segurança ampla

O reforço na segurança de Brasília para o julgamento de Jair Bolsonaro se estenderá para além do STF e da Praça dos Três Poderes, abrangendo também o entorno das residências oficiais do Executivo e do Congresso. O esquema especial conta com a ampliação de efetivo na capital federal, além do uso de drones, instalação de gradis, revistas a mochilas e atuação de um núcleo de inteligência.

Atenção redobrada

O Exército também deve estar alerta a possíveis manifestações no entorno de quartéis durante o julgamento de Bolsonaro e no 7 de Setembro, com o objetivo de impedir que atos do gênero aconteçam. A instituição decidiu vetar os movimentos de modo a evitar situações similares aos acampamentos realizados por bolsonaristas após as eleições de 2022.

Reação alinhada

Parlamentares bolsonaristas devem se reunir no início desta terça-feira na casa do líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS), para articular mobilizações para os próximos dias. O encontro tratará do posicionamento da base aliada de Jair Bolsonaro durante o julgamento do ex-presidente, além dos atos previstos para o dia 7 de setembro em todo o país.

Vingança política

Ex-vice de Jair Bolsonaro, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) saiu em defesa do ex-presidente nesta segunda-feira, afirmando que seu julgamento não se trata de um processo jurídico, mas sim do “ocaso de uma vingança política”. Em publicação no X, o parlamentar pontuou que divergências ideológicas foram transformadas em condutas criminosas e que a “quase certa condenação dos réus” deve abrir um precedente perigoso.

Momento certo

Durante fala na 14ª edição do Fórum Nordeste, nesta segunda-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que o projeto de anistia para envolvidos no 8 de Janeiro será deliberado “no momento certo”. O chefe parlamentar garantiu que a Casa seguirá discutindo o tema, mas destacou que os parlamentares procuram “decidir a favor de pautas que possam dialogar com o momento, acima de tudo com a necessidade do país”.

Licença acompanhante

Está aguardando parecer da CCJ da Câmara o projeto da deputada Denise Pessôa (PT-RS) que garante licença remunerada de cinco dias para acompanhantes de mãe solo em casos de parto ou adoção. Alterada na Comissão de Trabalho pelo relator, deputado Alfredinho (PT-SP), a medida condiciona o benefício à apresentação de declaração formal da genitora que comprove a falta de apoio familiar, a qual deverá ser enviada à empresa com antecedência mínima de 30 dias.

Segurança animal

Pessoas condenadas por maus-tratos, crueldade ou abandono de animais, além de crimes contra crianças e adolescentes, podem ser proibidas de adotar ou comprar animais de estimação no Brasil. Aguardando votação na CCJ da Câmara, o projeto que trata da restrição visa garantir a segurança dos pets, diante de determinados padrões de comportamento que demandam “intervenção preventiva”.

Publicidade restrita

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) quer proibir a veiculação de anúncios publicitários em jogos online destinados a crianças menores de 12 anos. Em proposta apresentada no Senado, o parlamentar sugere que empresas que descumprirem a norma sejam sancionadas com multas que podem chegar a R$ 50 milhões.

Defesa dos contribuintes

O projeto de criação do Código de Defesa dos Contribuintes – que reúne normas gerais sobre direitos, garantias e deveres dos cidadãos na relação com o Fisco de todos os entes da federação – pode ser votado nesta terça-feira pelo Senado. A matéria trata, entre outras questões, da situação das empresas consideradas devedoras contumazes, que usam a inadimplência fiscal como estratégia e deixam de pagar impostos de forma reiterada e sem justificativa.

Candidatura descartada

O senador Paulo Paim (PT-RS) reiterou ontem (1º), em discurso no Senado, que não pretende disputar vaga nas eleições de 2026. Ao comentar sobre a posse do novo diretório estadual do PT no RS, realizada em Porto Alegre, o parlamentar afirmou sentir-se representado pela frente ampla construída com partidos aliados e defendeu a unidade política no Estado como caminho para “construir a felicidade e um tempo de igualdade para todos”.

Migração partidária

O prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata, oficializou nessa segunda-feira (1º) sua filiação ao PSDB, em ato realizado na Escadaria 14 de Outubro, ponto turístico do município. A troca do PDT pelo partido tucano integra os planos do líder municipal de concorrer ao Palácio Piratini em 2026, os quais reafirmou ao assinar a ficha da nova legenda.

Comissão da Verdade

A Câmara de Porto Alegre iniciou a discussão do projeto da vereadora Juliana de Souza (PT) que propõe a criação da Comissão Municipal da Verdade. A instalação do colegiado tem como objetivo contribuir para elucidação da verdade sobre as violações aos direitos humanos na capital gaúcha durante a ditadura civil-militar (1964-1968), de modo a complementar o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, publicado em 2014.

* Instagram: @obrunolaux

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