Quinta-feira, 16 de julho de 2026

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Combate ao mosquito da dengue será reforçado em Porto Alegre por mais duas tecnologias

De forma gradual a partir de outubro, a prefeitura de Porto Alegre implantará duas novas tecnologias no combate ao mosquito Aedes aegypti. Uma se destina ao monitoramento e a outra ao controle do inseto, cuja picada da fêmea transmite dengue, zika vírus e febre chikungunya. A ideia é reforçar o trabalho realizado desde 2012 por meio de armadilhas.

Em dez bairros serão instaladas as armadilhas de monitoramento (ovitrampas), que permitirão acompanhar a quantidade de ovos do mosquito em cada unidade. O sistema abrangerá uma área total onde vive 73% da população da capital gaúcha.

Já em outros quatro bairros o mecanismo a ser adotado tem por base o projeto-piloto das Estações Disseminadoras de Larvicidas, desenvolvido pelo Ministério da Saúde e até agora inéditas na cidade. O primeiro a receber a novidade unidades será o Passo das Pedras, seguido por Bom Jesus, Vila João Pessoa e Vila São José.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a escolha das áreas contempladas pela tecnologia tem por base dois critérios. O primeiro é técnico, ao passo que o segundo consiste no histórico de casos de dengue ao longo dos últimos anos, sendo igualmente importante a análise da densidade populacional.

Saiba mais

Nesta segunda-feira (22), a vigilância ambiental vai capacitar agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde para instalação das armadilhas. O curso terá como local o centro de saúde do IAPI (Zona Norte).

As estações são potes plásticos com uma tela interna impregnada com larvicida em pó e que impede o desenvolvimento da fase larval do vetor, inibindo a transformação em indivíduo adulto (mosquito). A concentração do larvicida utilizado é extremamente baixa, tornando a técnica segura à população humana e animal.

O dispositivo conta com espaço para colocar água e, assim, atrair mosquitos. Quando o mosquito entra na armadilha para depositar os ovos, encosta no larvicida. Como esse tipo de insero busca diferentes locais para depositar seus ovos, acaba transportando o produto para outros criadouros. O desenvolvimento das larvas é então interrompido, contribuindo para a redução da infestação de exemplares adultos.

A Vigilância Ambiental da SMS destaca ser fundamental a colaboração de proprietários de imóveis para o bom resultado do projeto: “As armadilhas serão instaladas por agentes de combate a endemias e técnicos da vigilância do município, que visitarão os imóveis uma vez por mês para verificar o nível de água do pote e trocar a tela impregnada com o larvicida. Semanalmente, as pessoas responsáveis pelo imóvel podem complementar o nível da água”.

“Ovitrampas”

A Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde instalará 132 armadilhas ovitrampas em dez bairros: Menino Deus, São João, São Geraldo, Independência, Bom Fim, Rio Branco, Ipanema, Belém Novo e Restinga. São potes plásticos com uma haste de madeira no interior. Um produto atrai para o interior do recipiente as fêmeas, que procuram o local para a postura dos ovos.

Com vistorias semanais, os ovos vão indicar o grau de infestação na região. No Menino Deus, as ovitrampas se somam às armadilhas mosquitrap. “Uma das análises que será feita com a sobreposição das tecnologias é a da relação entre ovos postos e mosquitos adultos em circulação”, detalha o biólogo Tiago Fazolo, da Vigilância Ambiental.

(Marcello Campos)

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