Domingo, 18 de outubro de 2026

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Chance de vitória de Flávio dispara nas apostas

Apostas na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) passaram dos 62% nesta quinta (1º) na plataforma de apostas e previsões Polymarket, e dos 61% na prestigiada Kalshi, também dos EUA. É o maior patamar de Flávio em mais de 12 meses. Apostas na reeleição de Lula (PT) despencaram para 38%. As plataformas têm elevado índice de acerto: os investidores nesse negócio contratam os melhores consultores e se valem de pesquisas detalhadas para orientar apostas milionárias. Na Polymarket, apostas na eleição brasileira mobilizam cerca de US$20 milhões (R$104 milhões).

Passou e abriu

Flávio superou Lula em 13 de setembro, nas apostas na Polymarket, e não saiu da liderança. O petista liderou as apostas por mais de um ano.

Outro cenário

Há também quem aposte no candidato que ficará em 2º na eleição. Lula saltou de 5% a 28% entre os que apostam na sua derrota.

Terceiro colocado

A chance de vitória de Renan Santos (Missão) é de apenas 0,3%, longe dos 17% que chegou a obter em junho deste ano. É o 3º colocado.

Sobe-e-desce

Lula liderou nas plataformas entre setembro de 2025 e maio deste ano, quando Flávio virou por três semanas, e voltou à frente até setembro.

PT e PSB se entranham em palanque cearense

A reta final das eleições acirrou os ânimos e aumentou as reclamações de socialistas quanto a composição de chapa com o PT cearense. A queixa é o pouco esforço que Camilo Santana, que já governou o estado e até mantém boa aprovação, dispensa à candidatura de Cid Gomes, do PSB e que tenta se reeleger senador. À coluna, lulistas que transitam nas duas campanhas contam que os dois não estão se bicando e que Cid prefere que nem mesmo toquem no assunto perto dele.

Fardo pesado

Do lado de Camilo, a turma diz que o ministro de Lula tem sua própria cruz: alavancar a tentativa de reeleição de Elmano de Freitas (PT).

Não tá fácil

Elmano tem cortado dobrado no pleito em que enfrenta outro Gomes: Ciro (PSDB), o irmão de Cid, rompido politicamente com Lula e o PT.

Por um triz

Pesquisas, como a AtlasIntel (CE-01709/2026), mostram que, no governo e no Senado, a apertada eleição vai ser definida no fio do bigode.

Grita geral

A coluna já mostrou que são diversos os estranhamentos locais entre PSB e PT. Outro estado que rende dor de cabeça é Pernambuco.

Dois pesos

Assim como ministros do STF dizem que não se pode considerar apenas o relatório da PF para julgar o caso de Alexandre de Moraes, a defesa de Jair Bolsonaro quer revisar a pena do ex-presidente, condenado sem que os advogados conseguissem acessar a íntegra de provas digitais.

Com ou sem candidatos

A campanha do PL trabalha com a possibilidade de que parte do PSD de Ronaldo Caiado já vai pedir votos para Flávio nos próximos dias. Movimento semelhante é esperado dentro no Novo, de Romeu Zema.

Longa lista

Ronaldo Caiado diz que o motivo que leva Lula (PT) a fugir dos debates é “medo de encarar e responder sobre Vorcaro, Lulinha, inflação, escândalos e tantos outros problemas que carrega no bolso”.

Campanha terceirizada

Das anomalias da Justiça Eleitoral paranaense, aliados de Deltan Dallagnol (Novo) foram liberados para pedir votos ao ex-procurador da Lava Jato. Já o candidato, continua vetado de pedir votos para si.

Mulher feminina

Virou caso de polícia debate da USP entre candidatos ao governo. O motivo: uma das participantes disse que presídios femininos só deveriam admitir mulheres. Ofendidos, os tais “identitários” recorreram à polícia.

Tudo depende

A suposta queda de 10% nas transações via Pix após a MP das bets é considerando a média das quatro semanas anteriores. Comparados os mesmos dias de agosto e setembro, a queda foi residual, apenas 3%.

Agro resiste

O agronegócio continua resistindo, apesar dos pesares. Contrato futuro para outubro do boi gordo teve alta de 6%, em relação a setembro. O valor passou de R$361,10 para R$382,60 a arroba.

Pensando bem…

…em época de eleição, corpo mole nem sempre é dengue.

PODER SEM PUDOR

Saúde das pesquisas

Candidato a prefeito de São Paulo, em 1985, Jânio Quadros enfrentou Fernando Henrique Cardoso, que tinha o apoio do presidente (José Sarney), do governador (Franco Montoro) e do prefeito (Mario Covas), o engajamento de artistas da Globo e tanta confiança que até posou na cadeira do prefeito. O Ibope previu a vitória de FHC e Jânio chamou as pesquisas de “desonestas”. O dono do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, disse que não o processaria por considerá-lo “um doente”. Jânio ironizou: “Ele deve ser melhor médico do que pesquisador.” Jânio venceu e desinfetou a cadeira usada por FHC.

(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)

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