Sábado, 04 de julho de 2026

Sábado, 04 de julho de 2026

Brigadiano é condenado por matar quatro pessoas da mesma família em Porto Alegre

O policial militar Andersen Zanuni Moreira dos Santos, de 29 anos, foi condenado a quase 11 anos de prisão pela morte de quatro integrantes de uma mesma família, em 13 de junho de 2021, na Zona Norte de Porto Alegre. A sentença foi lida na noite de sexta-feira (31), pouco depois das 23h, após dois dias de julgamento. A decisão ainda permite recurso.

O réu recebeu penas que somam 10 anos e 10 meses — quatro anos e dois meses de detenção, mais seis anos e oito meses de reclusão — e perdeu o cargo na Brigada Militar. Ele foi preso após o julgamento, tendo respondido ao processo em liberdade.

O júri, formado por quatro mulheres e três homens, condenou o policial por três homicídios culposos, um homicídio privilegiado e violação de domicílio. O crime de vias de fato foi rejeitado pelos jurados.

Durante o julgamento, foram ouvidas dez testemunhas — cinco de acusação e cinco de defesa — além do interrogatório do acusado. A sessão foi conduzida pela juíza Eveline Radaelli Buffon.

O caso ocorreu no bairro Passo das Pedras. Na ocasião, morreram os irmãos Christian e Cristiano Lucena Terra, de 33 e 38 anos, o sobrinho deles, Alexsander Terra Moraes, de 26, e o primo, Alisson Corrêa Silva, de 28.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o policial procurava a companheira após uma discussão e entrou, por engano, em uma residência onde ocorria uma confraternização. Após discutir com participantes do encontro, deixou o local e foi seguido até uma pizzaria nas proximidades, onde ocorreram os disparos que resultaram nas mortes.

A defesa do PM sustentou que ele agiu em legítima defesa. Segundo o advogado Christian Tombini, o cliente se encontrava acuado nos fundos do estabelecimento. “Ele foi perseguido e chegou a pedir que os funcionários impedissem a entrada das pessoas no local. Reagiu para proteger a própria vida, quando não havia outra opção”, afirmou o defensor, que anunciou recurso para tentar reduzir a pena.

Já o promotor de Justiça Francisco Lauenstein, responsável pela acusação, argumentou que o policial provocou a situação ao invadir o imóvel e agredir uma mulher que participava da festa. Para o Ministério Público, os tiros foram disparados contra vítimas desarmadas. “Quem origina a violência não pode alegar legítima defesa”, declarou o promotor.

Voltar

Compartilhe esta notícia:

Delegado atingido em megaoperação no Rio tem perna amputada e outros três policiais seguem em estado grave
Operador Nacional do Sistema Elétrico apresenta plano para corte emergencial de geração em pequenas usinas para evitar apagões
Ocultar
Fechar
Clique no botão acima para ouvir ao vivo
Volume

No Ar: Programação Especial