Segunda-feira, 15 de junho de 2026

Segunda-feira, 15 de junho de 2026

Bolsa brasileira recua e tem segunda semana seguida de baixa; dólar segue próximo dos R$ 5 reais

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (24) com queda de 0,33%, aos 190.745 pontos, acumulando recuo de 2,55% nas quatro sessões da semana e registrando o segundo desempenho semanal negativo consecutivo. Na mínima do dia, o índice chegou a romper o nível dos 190 mil pontos, refletindo o ambiente de incerteza no cenário externo.

No câmbio, o dólar comercial teve leve baixa de 0,10%, cotado a R$ 4,998, após voltar a superar os R$ 5 na véspera. Já a curva de juros futuros (DIs) fechou em queda, revertendo parte das altas recentes.

O pano de fundo segue dominado pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. Sinais de possível retomada de diálogo entre os países trouxeram algum alívio aos mercados, com impacto direto nos preços do petróleo — o WTI recuou, enquanto o Brent teve leve alta. Ainda assim, a ausência de avanços concretos mantém a percepção de risco elevada.

No Brasil, dados domésticos mostraram melhora na confiança do consumidor, que atingiu o maior nível desde dezembro. Por outro lado, a pressão inflacionária sobre itens básicos, como alimentos, segue limitando o apetite por risco.

Apesar da recente correção do Ibovespa, analistas têm revisado para cima as projeções para o índice no fim do ano, ainda que ressaltem uma perda de atratividade relativa frente a outras classes de ativos.

Ações do dia

A temporada de resultados do primeiro trimestre começou com destaque positivo para a Usiminas (USIM5), cujas ações subiram 5,55% após a divulgação de lucro acima do esperado, impulsionado por melhor desempenho operacional na divisão de aço.

Entre os bancos, o movimento foi majoritariamente negativo. Bradesco (BBDC4) recuou 0,25%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,30% e Santander (SANB11) perdeu 0,60%. Itaú Unibanco (ITUB4) foi exceção, com alta de 0,43%.

No setor de commodities, Vale (VALE3) fechou praticamente estável (-0,12%), em linha com a volatilidade externa. Petrobras (PETR4) caiu 1,28%, acompanhando a dinâmica do petróleo. Já Brava (BRAV3) recuou 5,75%, pressionada por desdobramentos envolvendo proposta de aquisição de controle.

Na ponta positiva, Braskem (BRKM5) avançou 5,28%, em meio a notícias sobre aumento de influência da Petrobras em sua estrutura de controle.

Mercado externo

Nos Estados Unidos, o noticiário dividiu atenções com a temporada de balanços. O Dow Jones fechou em queda, enquanto S&P 500 e Nasdaq avançaram em direção às máximas históricas. Na Europa, as principais bolsas recuaram, refletindo a cautela global diante da imprevisibilidade do conflito.

O Dow Jones caiu 0,12% no dia e -0,44% na semana; o S&P 500 encerrou a sexta-feira com alta de 0,80% e ganho acumulado de 0,54% na semana; por fim, o Nasdaq subiu 1,63% e 1,50%, respectivamente. (As informações são do ICL Notícias)

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