Sábado, 11 de julho de 2026

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Banco de Brasília luta para tapar rombo um ano depois de tentar comprar o Master

Um ano após apresentar uma proposta de compra do Banco Master, em 28 de março de 2025, o Banco de Brasília (BRB) luta pela própria sobrevivência. Se antes a estratégia era expandir nacionalmente, agora o banco estatal se vê diante do risco concreto de ser vendido ou liquidado caso não seja socorrido pelo governo do Distrito Federal – que precisa aportar recursos para cobrir o rombo deixado pelas negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O BRB passa por uma crise de confiança por ter comprado R$ 12,2 bilhões em carteiras de créditos do Master, que depois o Banco Central identificou que não tinham lastro, ou seja, eram podres.

Isso abriu um rombo em seu balanço e deixou o patrimônio da instituição pública no negativo. Mas o número exato do problema permanece desconhecido, já que o BRB não divulga os seus resultados desde o segundo trimestre do ano passado. O banco tem até a próxima terça (31) para divulgar o balanço consolidado de 2025, sob risco de multa. A estimativa, porém, é de que esse déficit seja de pelo menos R$ 8 bilhões.

A estratégia do novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, é só divulgar o tamanho exato do problema quando o governo do DF viabilizar a operação para capitalizar o banco. Assim, as duas informações seriam publicadas ao mesmo tempo: o tamanho do prejuízo e o seu aporte correspondente.

O Banco de Brasília cancelou uma assembleia de acionistas que discutiria o plano de socorro no último dia 18. E também não deve divulgar o balanço financeiro de 2025, pois pediu ao Banco Central um adiamento do prazo.

O banco enfrenta o impasse em meio ao calendário eleitoral e à possível delação do banqueiro Daniel Vorcaro. O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou que deixará o cargo na nesta segunda-feira (30) para concorrer ao Senado em outubro. O emedebista enfrenta um desgaste político com o caso.

Além de ter patrocinado a tentativa de compra do Master, o escritório de advocacia do governador vendeu pelo menos R$ 85 milhões em honorários para fundos ligados a Daniel Vorcaro e à Reag, também investigada no escândalo.

O governo do Distrito Federal afirmou estar agindo com “rigor, responsabilidade e celeridade” para superar a crise decorrente do caso Master, mas não detalhou o que será feito nem informou sobre o estágio das medidas.

Em clima de despedida, Ibaneis ofereceu um jantar aos candidatos do MDB em Brasília na quarta (25). Segundo relatos, o governador disse estar confiante com sua candidatura ao Senado e a de sua vice, Celina Leão (PP), ao governo.

Ibaneis repetiu que está tranquilo com a possibilidade de o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, assinar um acordo de delação premiada. Também afirmou que todas as transações do seu escritório estão documentadas e foram feitas dentro da legalidade. (As informações são da Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo)

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