Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

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Anistia internacional repudia transmissão ao vivo de execução de psiquiatra militar nos Estados Unidos

A ONG Anistia Internacional denunciou que a próxima execução de Nidal Hasan, o psiquiatra militar que matou 13 pessoas durante um tiroteio na base militar norte-americana de Fort Hood em 2009, representa um ato de crueldade agravado pelo fato de que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tenha ordenado que a execução seja transmitida ao vivo para o público.

O vice-diretor de pesquisa da Anistia Internacional dos Estados Unidos, Justin Mazzola, condena triplamente tanto a execução marcada para o próximo dia 3 de dezembro quanto o fato de se tratar do primeiro fuzilamento desde 1961 e sua transmissão.

Para Mazzola, a execução não é apenas “condenável” por si só, mas “revela a arbitrariedade inerente à pena de morte; transmitir ao vivo a privação da vida por meio de um fuzilamento não faria senão multiplicar a crueldade da pena capital e perpetuar o ciclo de violência que, supostamente, as autoridades pretendem erradicar”.

“A pena de morte constitui uma violação dos Direitos Humanos, sob qualquer circunstância”, acrescenta Mazzola, após lembrar que os organismos internacionais de Direitos Humanos consideram que as execuções públicas “são incompatíveis com a proibição da tortura e de outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes”.

“A afirmação de que a pena de morte tem maior efeito dissuasório carece de fundamento: não há provas de que ela possua um efeito dissuasório único. A pena de morte não nos torna mais seguros”, concluiu.

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