Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

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Aneel mantém bandeira amarela para contas de luz dos brasileiros no mês de setembro

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) manteve a bandeira tarifária amarela para setembro. Este será o quinto mês consecutivo que os consumidores vão pagar a mais pelo consumo de energia elétrica.

Segundo a agência, a bandeira amarela é necessária devido às condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco. Quando se dá esse cenário, ocorre redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.

Na prática, a bandeira amarela indica cobrança adicional na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

Sistema de bandeiras

Implementado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta que permite os consumidores acompanharem, mês a mês, as condições de geração de energia no país.

O sistema indica os custos adicionais de geração de energia elétrica e é dividido em quatro tipos:

Bandeira verde: sem custo extra, indicando condições favoráveis de geração;
Bandeira amarela: custo moderado, apontando geração menos favorável;
Bandeira vermelha patamar 1: custo alto devido a condições mais caras de geração;
Bandeira vermelha patamar 2: custo muito alto, usado em situações críticas que necessitam do maior acionamento de termelétricas.

Em casos excepcionais, a Aneel também pode adotar bandeiras extraordinárias, como ocorreu durante a crise hídrica de 2021.

Emprego cresce no Brasil, mas a inflação ainda deixa o quadro nebuloso

O emprego aumentou e 103,3 milhões de trabalhadores tiveram ocupação no trimestre encerrado em julho. Foi um recorde para esse período, na série iniciada em 2012. O rendimento médio recebido no trabalho principal ficou estável em relação aos três meses anteriores. O contingente de empregados no setor privado, 53,2 milhões, também foi o maior da série, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de trabalhadores por conta própria, 26,1 milhões, ficou estável.

Os desocupados, 5,8 milhões de trabalhadores, diminuíram 87% em relação ao trimestre anterior e 4,9% em comparação com igual período do ano passado. A população desalentada, isto é, fora do grupo ocupado ou em busca de ocupação, correspondeu a 2,3 milhões de pessoas e encolheu 9,7% no trimestre. A mudança no quadro do emprego pode ser um indicativo da evolução econômica no período, um dado ainda sem divulgação oficial.

A inflação diminuiu enquanto o emprego aumentou. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), medido pelo IBGE e considerado uma prévia da inflação, diminuiu 0,40% em agosto e acumulou aumento de 3,09% no ano e de 4,24% em 12 meses. Apesar do recuo em relação ao período encerrado no mês anterior (4,52%), ficou ainda longe da meta oficial, 3% para períodos de 12 meses. Com informações dos portais CNN e Terra.

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