Quinta-feira, 30 de julho de 2026
Por Redação Rádio Liberdade | 19 de agosto de 2025
O advogado Martin De Luca, que representa o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nessa terça-feira (19), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, afirmando que o magistrado “gosta de se gabar” de que “nunca desiste”, mas que desta vez está dobrando a aposta “com dinheiro dos outros”.
“O problema é que agora ele está apostando com o dinheiro e as economias de outras pessoas. É fácil jogar duro quando as fichas pertencem aos contribuintes e investidores brasileiros”, escreveu no X (antigo Twitter).
Em outro trecho, o advogado questiona “quanto mais da credibilidade e prosperidade do Brasil ele (Alexandre de Moraes) vai queimar antes que alguém descubra seu blefe”.
A declaração ocorre em reação à decisão do ministro Flávio Dino, que abriu brecha para que Moraes recorra ao próprio STF contra sanções aplicadas a ele pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. “Um gesto para defender a soberania, mas que, em vez disso, alimenta a incerteza jurídica generalizada”, disse o advogado.
Na nota, De Luca cita que os mercados reagiram ao entendimento do ministro e já demonstram prejuízo aos investidores. “Tudo porque algumas autoridades brasileiras continuam aumentando os riscos para defender a campanha de censura de um homem só”, escreveu.
Bancos
Os bancos brasileiros estudam a possibilidade de pedir um esclarecimento sobre a extensão da decisão de Dino, que deixou o mercado em estado de alerta.
Representantes de instituições financeiras passaram a procurar ministros do STF e ponderaram que a medida, inédita no mercado, pode gerar insegurança jurídica e afetar até cooperações internacionais para congelar recursos de integrantes de organizações criminosas.
Como os bancos brasileiros têm unidades nos Estados Unidos, estariam sujeitos a retaliações de Trump caso realizem transações comerciais com Moraes por meio do sistema americano. As instituições financeiras estão impedidas, por exemplo, de emitir um cartão internacional para o magistrado, de manter investimentos em dólar e de realizar operações de câmbio com dólar. A decisão de Dino tenta blindar o seu colega de Corte de um eventual isolamento financeiro.
Preocupados com a extensão da determinação do magistrado, representantes de bancos passaram a procurar ministros do STF para demonstrar temor em relação ao impacto financeiro, sobretudo no combate internacional às organizações criminosas. O receio ocorre porque o Brasil faz parte do Grupo de Ação Financeira Internacional, organização intergovernamental que desenvolve políticas de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, e precisa cumprir as determinações de outros países integrantes do bloco. (Com informações de O Estado de S. Paulo e do jornal O Globo)