Sexta-feira, 12 de junho de 2026

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A cobrança de R$ 2 bilhões que Eike Batista tenta se safar

Uma decisão da 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro interrompe, pelo menos por enquanto, uma cobrança de R$ 2,04 bilhões contra o empresário Eike Batista. O ex-bilionário está sendo acusado de inadimplência pela Caixa Econômica Federal e apresentou um recurso contra a cobrança. A medida interrompe temporariamente a execução da cobrança, mas o processo segue em análise na Justiça Federal.

A Caixa está acusando o empresário carioca de inadimplência — um jeito chique de dizer que ele não está pagando o que deve — relativa a contratos de financiamento vinculados a projetos empresariais, de acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do portal O Globo.

A disputa judicial ocorre em paralelo a decisões recentes do Tribunal de Contas da União, que apontaram falhas graves na concessão de crédito público para o empreendimento. Em 2025, o tribunal decidiu aplicar multas a cinco ex-dirigentes da Caixa por irregularidades na aprovação do financiamento bilionário à OSX.

Segundo o TCU, os gestores autorizaram a liberação de R$ 627 milhões à empresa em 2013 para a construção do Estaleiro do Açu, no norte do Rio de Janeiro. O projeto fazia parte do plano de expansão industrial do grupo EBX e acabou resultando em inadimplência bilionária após o colapso financeiro das empresas de Eike Batista.

O financiamento foi concedido mesmo após sinais de que o projeto enfrentava sérios problemas de viabilidade econômica. De acordo com o tribunal, o cenário negativo já era evidente devido à crise enfrentada pela OGX Petróleo e Gás, principal empresa do conglomerado e a única que possuía contratos consolidados no setor naval brasileiro.

Eike Batista faturou R$ 1 milhão em apenas um fim de semana
De acordo com o Diário de Pernambuco, no ano passado, o empresário carioca promoveu o Eike Experience, um evento de três dias voltado para empresários em busca de técnicas para expandir seus negócios. O evento contou com 20 participantes, cada um pagando R$ 50 mil para assistir às mentorias e palestras, faturando impressionantes R$ 1 milhão.

Eike Batista chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo em 2012, com um patrimônio estimado em US$ 30 bilhões na época, mas essa fortuna caiu radicalmente, principalmente com o escândalo da Operação Lava-Jato, em que Batista foi preso duas vezes.

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