Domingo, 02 de agosto de 2026

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4 ações sobem mais de 20% e 6 caem ao menos 10%: os destaques da Bolsa brasileira em julho

A Bolsa brasileira fechou julho em alta de 3,47%, com a volta do fluxo estrangeiro e a despeito do tarifaço aplicado pelos EUA a produtos do Brasil.

Como destaque de alta entre as ações do índice, atenção para papéis do setor de mineração e siderurgia: CSN Mineração (CMIN3) e Gerdau (GGBR4). Distribuidoras de combustíveis também se destacaram positivamente, caso de Ultrapar (UGPA3) e Vibra (VBBR3), enquanto Vamos (VAMO3) também esteve entre as maiores altas.

Já no campo negativo, duas construtoras, Direcional (DIRR3) e Cury (siderúrgica Usiminas (USIM5). TIM (TIMS3), C&A (CURY3) e aCEAB3) e Marcopolo (POMO4) completam a lista dos ativos que caíram ao menos 10% no mês.

Confira abaixo os destaques do índice no mês:

Maiores altas

CSN Mineração (CMIN3; +37,92%)

As ações da CSN Mineração se destacaram como a maior alta do Ibovespa no mês, mas por movimentos mais técnicos do que fundamentalistas. Conforme aponta a Ágora Investimentos, a CSN Mineração acelerou seu programa de recompra, que prevê a aquisição de até 50 milhões de ações (o equivalente a 3,18% do total em circulação), com fim projetado para 19 de novembro de 2027.

Isso, somado ao ambiente técnico de menor liquidez em nosso mercado, parece ter desencadeado um severo movimento de shot squeeze que impulsionou as ações ao longo deste mês, avalia a equipe de análise. O short squeeze acontece quando muitos investidores estão vendidos (short) em uma ação e, subitamente, uma notícia faz os preços dispararem, obrigando esses investidores a zerar as posições vendidas para limitar as perdas.

A mineradora divulgará seus resultados apenas no dia 12 de agosto, mas os analistas já estão de olho nos números da companhia, com a visão de dados pressionados.

Na visão do Safra, a CSN Mineração deve reportar Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado próximo de R$ 964 milhões no trimestre, queda de 32% em relação ao trimestre anterior.

Ultrapar ( UGPA3; +26,92%) e Vibra (VBBR3; +22,29%)

Duas ações do mesmo setor, de distribuição de combustíveis, se destacaram no mês com visão positiva para os números das companhias. No início do mês, o Bank of America elevou a recomendação para UGPA3 de neutra
para compra, apontando que os resultado do 2T26 poderiam servir como um importante catalisador para a ação, impulsionados por margens em níveis recordes (superiores a R$ 400 por metro cúbico) e por uma forte geração de fluxo de caixa livre (FCF).

Maiores baixas

Direcional (DIRR3; -18,17%) e Cury (CURY3; -13,51%)

Apesar da recuperação nos últimos pregões de julho, as ações de Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) se destacaram entre as maiores quedas do Ibovespa no mês. A pressão foi decorrente principalmente de preocupações com o crédito imobiliário, desaceleração nas vendas e receios sobre o crescimento do setor.

Conforme destaca o Itaú BBA, as ações das construtoras de baixa renda caíram cerca de 15% desde a divulgação das prévias operacionais do segundo trimestre, refletindo dúvidas dos investidores sobre a sustentabilidade do ritmo de vendas e os impactos de eventuais restrições de crédito.

Apesar disso, o banco manteve sua visão positiva para o segmento, destacando que os papéis negociam a múltiplos considerados atrativos. Entre os destaques estão Cury e Direcional, além de Tenda (TEND3)

Usiminas (USIM5; -14,42%)

A visão de que a Usiminas ( USIM5) já passou pelo seu melhor momento no ano levou a um enfraquecimento para as ações da companhia.

No 2T, a Usiminas reportou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado de R$ 692 milhões no 2T26, em linha com as estimativas, refletindo um desempenho sólido na siderurgia compensado por números mais fracos na mineração. A siderurgia se beneficiou de um mix de vendas premium para o setor automotivo e maiores preços, enquanto a mineração foi sustentada pontualmente por uma redução de estoques. O destaque positivo ficou por conta da forte geração de caixa livre, que elevou a posição de caixa líquido da companhia para R$ 99 milhões.

Contudo, já para o 3T26, a empresa indicou resultados de siderurgia estáveis e uma piora sequencial na mineração, pressionada por custos de frete marítimo e menores volumes. Além disso, a Usiminas reduziu sua projeção de Capex para 2026 em R$ 200 milhões no ponto médio.

“Avaliamos que o resultado do 2T26 marca o pico do ano para a Usiminas, com a dinâmica de lucros perdendo força daqui para frente devido à fraqueza do mercado de aços planos e pressões de custos com matérias-primas. Consideramos as estimativas de consenso atuais muito otimistas e vemos riscos de baixa para as projeções do
próximo trimestre, o que nos leva a reiterar nossa postura cautelosa e recomendação neutra para os papéis”, apontou o Bradesco BBI.

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