Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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Declínio cognitivo: cinco hábitos a evitar para cuidar do seu cérebro

Dormir menos de seis horas, manter níveis de estresse elevados por meses e comer grande quantidade de comida várias vezes ao dia são algumas das práticas que o neurologista colombiano Leonardo Bello diz evitar devido aos seus possíveis efeitos no cérebro.

O especialista compartilhou, por meio de sua conta no TikTok, cinco aspectos relacionados ao cuidado com o cérebro que, como explicou, tenta evitar ou manter sob controle. Suas recomendações incluem hábitos relacionados ao sono, atividade física, nutrição, estresse e aprendizado.

Dormir menos de seis horas

Segundo Bello, uma das primeiras práticas que ele evitaria seria dormir menos de seis horas. O neurologista destacou que o repouso desempenha funções relacionadas à reparação do organismo e a processos cerebrais como a memória e a formação de novas conexões.

“Não basta gerar novas conexões cerebrais. Não basta memorizar as coisas importantes que você faz durante o dia”, afirmou o especialista.

Não ficar parado

O segundo ponto mencionado por Bello está relacionado a produtos comercializados como “oxigenadores cerebrais”. O neurologista afirmou que esses exercícios não cumprem a função que o nome promete e apontou a atividade física como uma alternativa que ele recomenda. “Hoje, o único oxigenador cerebral é a atividade física, e eu a recomendo”, disse ele.

Estresse crônico e seus possíveis efeitos

Bello também alertou sobre o estresse crônico, definido como estresse que dura meses devido a problemas persistentes, preocupações ou situações estressantes. Ele explicou que essa condição pode afetar as conexões cerebrais.

O especialista diferenciou esse fenômeno do estresse agudo e descreveu o estresse crônico como “sério, extremamente sério para o cérebro”. Segundo explicação dele, a exposição prolongada pode ter efeitos nocivos sobre esse órgão.

Atenção com o prato

A dieta aparece como o quarto ponto em suas recomendações. Bello destacou que comer grande quantidade de comida e fazer isso várias vezes ao longo do dia pode estar relacionado a alterações na função da insulina.

“Comer muitas vezes ao dia e em grande quantidade gera algo chamado disfunção da insulina”, explicou ele.

Segundo o neurologista, estudos têm associado esse distúrbio ao declínio cognitivo e à doença de Alzheimer. Em sua explicação, ele considerou excessivo o consumo de mais de cinco refeições por dia com porções grandes.

Mantenha o cérebro aprendendo novas informações

O quinto ponto que Bello destaca não se refere a evitar um comportamento, mas sim a manter o aprendizado ao longo da vida. “Eu nunca parei de estudar”, afirmou.

O neurologista esclareceu que não se referia exclusivamente a estudos acadêmicos ou à obtenção de diplomas. Entre as possibilidades, mencionou fazer cursos, aprender idiomas, consumir conteúdo educativo ou adquirir técnicas relacionadas à arte.

“Quando você fornece novas informações ao cérebro, você gera mais conectividade cerebral, você gera mais volume cerebral, e essa é a melhor maneira de enfrentar o envelhecimento e a possível presença de demência”, disse Bello.

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